O café verde é o grão de café cru: a semente do fruto do cafeeiro depois de colhida, seca e descascada, mas ainda não torrada, de cor amarelada ou esverdeada. Desde o início dos anos 2010, o extrato desse grão ganhou fama como suplemento para emagrecer, em cápsulas e em pó, com base sobretudo nos ácidos clorogênicos, compostos fenólicos que a torra destrói em boa parte.
No Brasil, a Anvisa já proibiu a venda de um desses produtos, e o estudo que tornou o extrato famoso foi retratado depois que o órgão americano de defesa do consumidor considerou os dados sem confiabilidade.
Este texto trata só do grão cru e do extrato vendido como suplemento. A bebida torrada, com outra composição e outros estudos, está no guia do blog sobre o café, e a comparação entre café e chá verde está em café ou chá verde. Aqui você encontra os cuidados com a cafeína, as doses dos ensaios, os efeitos no peso e na pressão e o que sobrou da evidência depois da retratação.
Sumário do Artigo
Identificação Botânica e Nomes do Café Verde
Café verde não é espécie nem variedade, e sim um estágio de processamento. As duas espécies comerciais pertencem à família Rubiaceae: Coffea arabica L., o arábica, e Coffea canephora Pierre ex A.Froehner, conhecida no comércio como robusta. Segundo a Embrapa, o nome robusta reúne as variedades botânicas Conilon e Robusta, ambas de C. canephora e cultivadas no Brasil. O extrato vendido como suplemento pode vir de qualquer das duas espécies, e nem sempre o rótulo informa qual. Bebida torrada, cultivo e planta estão no artigo do blog sobre o café.
Os nomes populares são café cru, café verde, extrato de café verde e grão verde de café; em rótulos importados aparece green coffee bean extract, abreviado como GCBE ou GCE. Duas confusões são frequentes: com o chá verde, que vem de outra planta, a Camellia sinensis, e com a ideia de que verde indica fruto imaturo, quando o termo se refere apenas à ausência de torra.
Composição do Café Verde Cru e do Extrato
O que mais separa o grão cru do torrado é o teor de ácidos clorogênicos. Uma revisão no Brazilian Journal of Plant Physiology descreve esses compostos como o principal componente fenólico do café verde, com teores de até 14% em base seca. Torras intensas podem destruir até 95% deles, e o café torrado comercial fica entre 0,5% e 7%, conforme blend e grau de torra. Uma revisão de 2021 aponta ainda níveis mais altos de ácidos clorogênicos e de cafeína no robusta do que no arábica, com grande variação entre lotes. A cafeína continua presente no extrato e no grão cru, a menos que haja descafeinação.
No produto final, o problema é a falta de padrão. Um estudo de 2026 na Food Additives & Contaminants analisou 23 suplementos comerciais do extrato: os ácidos clorogênicos variaram de indetectável a 31,15% do peso do produto, e a cafeína, de indetectável a 3,82%. Dois produtos que declaravam 50% de ácidos clorogênicos não tinham nenhum detectável, vários vendidos como descafeinados passaram dos limites regulatórios de cafeína, e só três informavam a cafeína no rótulo, nenhum de forma totalmente correta.

O Que Dizem os Estudos sobre o Café Verde
O Estudo Retratado que Deu Fama ao Café Verde
Em 2012, o periódico Diabetes, Metabolic Syndrome and Obesity publicou um ensaio de Joe Vinson, Bryan Burnham e Mysore Nagendran que relatava perda expressiva de gordura e de peso com um extrato de café verde. Segundo a Federal Trade Commission (FTC), órgão americano de defesa do consumidor, o resultado foi exaltado num programa de televisão e repetido no marketing de produtos prontos, com a promessa de perder 17,7 libras (cerca de 8 kg) em 22 semanas.
Em setembro de 2014, a FTC fechou acordo de 3,5 milhões de dólares com a Applied Food Sciences, empresa do Texas que vendia o extrato e pagou pela pesquisa. Segundo a denúncia, o investigador principal, na Índia, alterou repetidas vezes o peso e outras medidas dos participantes, mudou a duração do estudo e registrou errado quem tomava extrato ou placebo, falhas que para a FTC impediam qualquer conclusão confiável.
Em outubro de 2014, Vinson e Burnham retrataram o artigo, afirmando que os patrocinadores não podiam garantir a validade dos dados. Rótulo ou texto que ainda use esse estudo como prova se apoia em dados que nunca foram confiáveis. O blog já contou histórias parecidas sobre a hoodia e a vitamina B17.
Estudos em Humanos
Uma metanálise de 2023 na Systematic Reviews reuniu apenas três ensaios randomizados, com 103 participantes e extratos com pelo menos 500 mg diários de ácido clorogênico. O grupo do extrato perdeu em média 1,30 kg a mais que o controle (intervalo de confiança de 95% entre 0,52 e 2,07 kg). Os autores falam em tendência e pedem estudos maiores, porque o acompanhamento durou de uma a oito semanas, a amostra é pequena e as populações eram diferentes. É evidência do topo da hierarquia científica, mas fraca, e não autoriza dizer que o café verde emagrece.
A metanálise de Gorji e colaboradores (Phytomedicine, 2019), com 16 ensaios, encontrou quadro mais modesto: redução de cerca de 0,4 kg/m² no índice de massa corporal, no limite da significância estatística, sem diferença significativa na cintura nem no peso. O efeito foi maior com IMC a partir de 25 e ausente em suplementações de menos de quatro semanas.
Uma terceira metanálise, de Asbaghi e colaboradores (Complementary Therapies in Medicine, 2020), reuniu 15 ensaios com 897 participantes e calculou perda média de 1,23 kg a mais que o controle. Em 2021, outros pesquisadores apontaram na mesma revista erros de cálculo e de dados nessa análise. Refeitas as contas, a perda de peso ficou praticamente igual, entre 1,21 e 1,26 kg, mas a redução da cintura perdeu significância num dos cenários testados.
Na pressão arterial, a metanálise de Onakpoya e colaboradores, da Universidade de Oxford, reuniu cinco ensaios com 364 participantes e encontrou redução média de 4,31 mmHg na sistólica e de 3,68 mmHg na diastólica com ácidos clorogênicos, sem eventos adversos relatados. Os autores classificam o efeito como moderado, mas apontam limites sérios, como estudos restritos a populações asiáticas e financiados por fabricantes de ácido clorogênico, métodos diferentes e poucos ensaios, e pedem pesquisas grandes e independentes.
No perfil lipídico, os resultados se contradizem. Uma metanálise de 2020 na Nutrition, Metabolism and Cardiovascular Diseases observou pequenas reduções do colesterol total e do LDL (cerca de 4,5 e 4,4 mg/dL), leve aumento do HDL e nenhuma mudança significativa nos triglicerídeos. Outra, do mesmo ano, no Journal of Diabetes & Metabolic Disorders, com 27 estudos, chegou ao resultado oposto em dois pontos, com queda dos triglicerídeos e nenhuma mudança significativa no LDL, e registrou ainda leve aumento do HDL, pequenas quedas da glicemia de jejum e da insulina e nenhuma mudança significativa no HOMA-IR, índice de resistência à insulina.
Um ensaio clínico pequeno de Roshan e colaboradores (British Journal of Nutrition, 2018), um dos três da metanálise de 2023, com 43 adultos com síndrome metabólica, observou após oito semanas de 400 mg de extrato descafeinado duas vezes ao dia queda maior do apetite, da cintura, da glicemia de jejum, da pressão sistólica e da resistência à insulina do que com placebo, com os dois grupos em dieta equilibrada. A diferença de peso ficou no limite da significância estatística (2,08 kg contra 0,92 kg), e hemoglobina glicada e lipídios não mudaram.
Estudos em Animais
Em camundongos, um estudo de 2006 observou menos gordura visceral e menor ganho de peso com o extrato, efeito atribuído em parte à cafeína e em parte a ácidos clorogênicos do grão, como o feruloilquínico e o neoclorogênico, que estimularam uma enzima do metabolismo das gorduras no fígado. Em 2014, extrato descafeinado reduziu o acúmulo de gordura e a resistência à insulina em camundongos com dieta gordurosa. São resultados em animais, ainda sem confirmação em humanos.
Usos Tradicionais do Café Verde
Não localizamos, nas fontes consultadas, registro tradicional consolidado do café verde como remédio. O uso histórico conhecido do café é sobretudo o da bebida torrada, e o extrato de grão cru é um produto industrial moderno, famoso a partir de 2012 com o estudo depois retratado. Receitas de chá ou suco de grão cru moído que circulam na internet são uso popular recente, sem estudo clínico com essa forma de preparo.

Como Preparar e Consumir o Extrato de Café Verde
Não há dose oficial de extrato de café verde para emagrecimento, e não localizamos monografia da Anvisa ou da Agência Europeia de Medicamentos com posologia. Existem apenas as doses dos ensaios: pelo menos 500 mg diários de ácido clorogênico, segundo os autores da metanálise de 2023, e 800 mg diários de extrato descafeinado, em duas tomadas de 400 mg, no ensaio de Roshan, um dos três incluídos nela. Esses estudos duraram de uma a oito semanas, e faltam dados de segurança para uso contínuo por muitos meses.
Como a composição varia muito entre marcas, confira no rótulo o ácido clorogênico e a cafeína por cápsula e a regularização na Anvisa. Se a cafeína não estiver informada, considere que está presente, já que a análise de 2026 a encontrou acima do permitido até em extratos ditos descafeinados. Promessas de bloquear gordura ou emagrecer sem dieta são sinal de alerta.
Outro cuidado é somar a cafeína do dia. Para a Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA), até 400 mg diários, somadas todas as fontes, e doses únicas de até 200 mg não preocupam em adultos saudáveis fora da gravidez. Pelo material explicativo da EFSA, uma xícara de 200 ml de café coado tem perto de 90 mg, e um expresso, perto de 80 mg. Some a cafeína das cápsulas à do café, do chá preto, dos energéticos, do guaraná, do mate, dos pré-treinos e dos refrigerantes de cola do mesmo dia, e evite tomá-las no fim da tarde ou à noite, porque 100 mg perto da hora de dormir já podem alterar o sono de alguns adultos.
O grão cru vendido a granel, se torrado em casa, vira café comum; moído cru em infusões ou sucos, não reproduz o extrato dos ensaios e entrega doses desconhecidas de ácido clorogênico e cafeína.
Contraindicações, Interações e Cuidados com o Café Verde
Na falta de monografia oficial de segurança para o extrato, os cuidados abaixo combinam a avaliação da EFSA sobre cafeína com os achados dos ensaios, em ordem de gravidade, do mais sério ao mais leve.
- Gestantes e lactantes: a EFSA considera que até 200 mg diários de cafeína, somadas todas as fontes, não preocupam quanto ao feto na gravidez nem quanto ao bebê amamentado na lactação, e esse limite inclui a cafeína das cápsulas. Não há estudo com o extrato na gravidez nem na lactação e, como o teor real de cafeína das cápsulas é imprevisível, não dá para garantir que o limite será respeitado. Por isso o uso não é recomendado nessas fases sem liberação expressa do obstetra ou do pediatra.
- Arritmia, doença cardíaca e hipertensão não controlada: a EFSA associa o consumo excessivo de cafeína a problemas cardiovasculares no longo prazo, e nesses casos o extrato só deve ser usado com liberação do cardiologista.
- Uso de anti-hipertensivos: uma metanálise e o ensaio de Roshan observaram queda da pressão com ácidos clorogênicos e extrato de café verde, efeito que pode se somar ao do remédio. Avise o médico antes de começar e meça a pressão com regularidade. O extrato não substitui a medicação prescrita.
- Diabetes e hipoglicemiantes: uma metanálise relatou pequenas quedas da glicemia de jejum e da insulina, e o ensaio de Roshan, queda da glicemia de jejum e da resistência à insulina. Quem usa insulina, metformina ou outro hipoglicemiante deve manter o médico informado, monitorar a glicemia e nunca ajustar a dose por conta própria.
- Ansiedade, distúrbios do sono e insônia: a EFSA lista alterações de comportamento, ansiedade e sono interrompido entre os efeitos de curto prazo da cafeína, e uma fonte extra e pouco previsível pode agravar esses quadros.
- Adolescentes e crianças: a EFSA propõe como referência de segurança até 3 mg de cafeína por quilo de peso corporal por dia. O suplemento não é indicado para emagrecer nessa faixa etária, e o ganho de peso pede avaliação do pediatra.
- Doenças do fígado e outros medicamentos: segundo a EFSA, a saúde do fígado e o uso de medicamentos alteram a eliminação da cafeína, e quem tem doença hepática ou usa remédios contínuos deve consultar antes o farmacêutico ou o médico.
- Homocisteína: um ensaio clínico pequeno, com 20 adultos saudáveis, observou que 2 g diários de ácido clorogênico, por uma semana, elevaram a homocisteína no sangue em cerca de 12% quatro a cinco horas após a dose. A dose supera a dos ensaios com extrato e o impacto cardiovascular segue em aberto, mas o dado desaconselha exageros.
- Produtos irregulares: pela Resolução-RE nº 2.520, de 16 de setembro de 2016, publicada no Diário Oficial da União de 19 de setembro, a Anvisa proibiu a comercialização, a distribuição e a fabricação de todos os lotes de um extrato de café verde com picolinato de cromo e minerais quelatos em cápsulas, de fabricante desconhecido, vendido como “alternativa natural para auxiliar no emagrecimento” sem comprovação de eficácia e com ingredientes sem registro. O café verde não é proibido no Brasil, mas há produtos irregulares à venda, e a regularização deve ser conferida antes da compra.
- Expectativa de resultado: duas metanálises estimaram perda média de cerca de 1,2 a 1,3 kg a mais que o controle, em ensaios pequenos e de curta duração, e a de Gorji, com 16 ensaios, não encontrou diferença significativa no peso. Nenhuma forma de café verde substitui alimentação equilibrada e atividade física.
Busque atendimento médico se surgirem ansiedade intensa, dor no peito, insônia persistente, palpitações, tontura ou tremores durante o uso. Em quem usa remédio para diabetes, confusão mental, suor frio e tremor podem indicar hipoglicemia e pedem ajuda imediata.
Perguntas Frequentes
Café Verde Emagrece?
A evidência é fraca. Duas metanálises estimaram perda média de cerca de 1,2 a 1,3 kg a mais que o controle, em ensaios pequenos e de curta duração, e uma terceira, com 16 ensaios, não encontrou diferença significativa no peso. O estudo que popularizou o suplemento foi retratado em 2014.
O Extrato de Café Verde Tem Cafeína?
Geralmente tem, em quantidade muito variável. Uma análise de 23 produtos encontrou de indetectável a 3,82% de cafeína, incluindo itens ditos descafeinados acima do limite. Some essa cafeína à das bebidas do dia.
Grávidas Podem Tomar Extrato de Café Verde?
Não há estudo com o extrato na gravidez nem na lactação. Para a EFSA, até 200 mg diários de cafeína, somadas todas as fontes, não preocupam quanto ao feto nem quanto ao bebê amamentado, e a cápsula entra nessa conta. Como o rótulo nem sempre informa a cafeína real, o uso não é recomendado sem liberação do obstetra ou do pediatra.
Café Verde Baixa a Pressão?
Uma metanálise de cinco ensaios, todos em populações asiáticas e financiados por fabricantes, observou queda média de cerca de 4 mmHg na sistólica. Quem usa anti-hipertensivo precisa de cautela pela soma de efeitos, e hipertensão sem controle exige liberação do cardiologista. O extrato não substitui a medicação prescrita.
Quem Tem Diabetes Pode Usar Extrato de Café Verde?
Somente com o médico ciente. Uma metanálise e um ensaio clínico pequeno registraram queda da glicemia de jejum, efeito que pode se somar ao dos hipoglicemiantes. Monitore a glicemia e nunca altere a medicação por conta própria.
O Café Verde É Proibido no Brasil?
Não. Em 2016, pela Resolução-RE nº 2.520, a Anvisa proibiu todos os lotes de um extrato de café verde em cápsulas, de fabricante desconhecido, com alegação de emagrecimento sem comprovação. O café verde em si não é proibido, mas há produtos irregulares no mercado.
Referências
Ver Todas as 24 Referências Citadas
Estudos Científicos Peer-Reviewed (17)
- DOI2012 Vinson, J. A., Burnham, B. R., & Nagendran, M. V. (2012). Randomized, double-blind, placebo-controlled, linear dose, crossover study to evaluate the efficacy and safety of a green coffee bean extract in overweight subjects. Diabetes, Metabolic Syndrome and Obesity: Targets and Therapy, 5, 21 a 27. Artigo retratado em 2014.
- DOI2014 Vinson, J. A., & Burnham, B. R. (2014). Retraction: Randomized, double-blind, placebo-controlled, linear dose, crossover study to evaluate the efficacy and safety of a green coffee bean extract in overweight subjects. Diabetes, Metabolic Syndrome and Obesity: Targets and Therapy, 7, 467 a 468.
- DOI2023 Kanchanasurakit, S., Saokaew, S., Phisalprapa, P., & Duangjai, A. (2023). Chlorogenic acid in green bean coffee on body weight: a systematic review and meta-analysis of randomized controlled trials. Systematic Reviews, 12, artigo 163.
- DOI2019 Gorji, Z., Varkaneh, H. K., Talaei, S., et al. (2019). The effect of green-coffee extract supplementation on obesity: a systematic review and dose-response meta-analysis of randomized controlled trials. Phytomedicine, 63, artigo 153018.
- DOI2020 Asbaghi, O., Sadeghian, M., Rahmani, S., et al. (2020). The effect of green coffee extract supplementation on anthropometric measures in adults: a comprehensive systematic review and dose-response meta-analysis of randomized clinical trials. Complementary Therapies in Medicine, 51, artigo 102424.
- DOI2021 Chen, X., Naaman, K., Dickinson, S. L., Brown, A. W., & Allison, D. B. (2021). Calculation and data errors require correcting. Comment on “The effect of green coffee extract supplementation on anthropometric measures in adults”. Complementary Therapies in Medicine, 58, artigo 102685.
- DOI2015 Onakpoya, I. J., Spencer, E. A., Thompson, M. J., & Heneghan, C. J. (2015). The effect of chlorogenic acid on blood pressure: a systematic review and meta-analysis of randomized clinical trials. Journal of Human Hypertension, 29(2), 77 a 81.
- DOI2020 Ding, F., Ma, B., Nazary-Vannani, A., et al. (2020). The effects of green coffee bean extract supplementation on lipid profile in humans: a systematic review and meta-analysis of randomized controlled trials. Nutrition, Metabolism and Cardiovascular Diseases, 30(1), 1 a 10.
- DOI2020 Morvaridi, M., Rayyani, E., Jaafari, M., Khiabani, A., & Rahimlou, M. (2020). The effect of green coffee extract supplementation on cardio metabolic risk factors: a systematic review and meta-analysis of randomized controlled trials. Journal of Diabetes & Metabolic Disorders, 19(1), 645 a 660.
- DOI2018 Roshan, H., Nikpayam, O., Sedaghat, M., & Sohrab, G. (2018). Effects of green coffee extract supplementation on anthropometric indices, glycaemic control, blood pressure, lipid profile, insulin resistance and appetite in patients with the metabolic syndrome: a randomised clinical trial. British Journal of Nutrition, 119(3), 250 a 258.
- DOI2006 Shimoda, H., Seki, E., & Aitani, M. (2006). Inhibitory effect of green coffee bean extract on fat accumulation and body weight gain in mice. BMC Complementary and Alternative Medicine, 6, artigo 9.
- DOI2014 Song, S. J., Choi, S., & Park, T. (2014). Decaffeinated green coffee bean extract attenuates diet-induced obesity and insulin resistance in mice. Evidence-Based Complementary and Alternative Medicine, 2014, artigo 718379.
- DOI2006 Farah, A., & Donangelo, C. M. (2006). Phenolic compounds in coffee. Brazilian Journal of Plant Physiology, 18(1), 23 a 36.
- DOI2021 Bastian, F., Hutabarat, O. S., Dirpan, A., et al. (2021). From plantation to cup: changes in bioactive compounds during coffee processing. Foods, 10(11), artigo 2827.
- DOI2026 Otaif, K. D., Adawi, H. A., Alfaifi, F. M., Khemira, H., & Oteef, M. D. Y. (2026). Chlorogenic acids and caffeine in commercial green coffee bean extract supplements: quantitative assessment and evidence of mislabelling. Food Additives & Contaminants: Part A, 43(6), 806 a 818.
- DOI2015 EFSA Panel on Dietetic Products, Nutrition and Allergies (2015). Scientific Opinion on the safety of caffeine. EFSA Journal, 13(5), 4102.
- DOI2001 Olthof, M. R., Hollman, P. C., Zock, P. L., & Katan, M. B. (2001). Consumption of high doses of chlorogenic acid, present in coffee, or of black tea increases plasma total homocysteine concentrations in humans. The American Journal of Clinical Nutrition, 73(3), 532 a 538.
Fontes Institucionais (2)
- GOV2014 Federal Trade Commission (2014, 8 de setembro). Green Coffee Bean Manufacturer Settles FTC Charges of Pushing its Product Based on Results of “Seriously Flawed” Weight-Loss Study. Comunicado à imprensa.
- GOV2016 Agência Nacional de Vigilância Sanitária (2016). Anvisa proíbe lotes de alimentos irregulares. Notícia institucional.
Leituras Complementares (5)
- 2015 European Food Safety Authority (2015). EFSA explains risk assessment: Caffeine. Material explicativo.
- 2016 Agência Nacional de Vigilância Sanitária (2016). Resolução-RE nº 2.520, de 16 de setembro de 2016. Diário Oficial da União, Seção 1, nº 180, 19 de setembro de 2016, p. 33.
- 2009 Ramalho, A. R., Veneziano, W., Rocha, R. B., Oliveira, C. L. L. G., & Cassaro, J. D. (2009). Cultivares de cafeeiros Conilon e Robusta indicadas para o Estado de Rondônia. Comunicado Técnico 348, Embrapa Rondônia.
- International Plant Names Index. Coffea arabica L., família Rubiaceae.
- International Plant Names Index. Coffea canephora Pierre ex A.Froehner, família Rubiaceae.






