Código de Ética Editorial

Documento de Conduta Editorial

Conjunto de princípios que orientam a conduta dos editores, redatores, revisores e colaboradores do Medicina Natural. Adapta padrões consolidados de redações jornalísticas e periódicos científicos peer-reviewed ao contexto editorial de fitoterapia e saúde natural no Brasil. Inclui declaração formal de Conflito de Interesses entre o portal e a Loja Medicina Natural, e política de transparência sobre uso editorial de Inteligência Artificial.

Publicado em: 07/05/2026Última Atualização: 08/05/2026Mantido por: Conselho Editorial Medicina Natural

Princípios Editoriais Fundamentais

O Medicina Natural produz conteúdo na intersecção entre tradição etnobotânica, evidência científica e saúde pública. Essa posição editorial impõe responsabilidades específicas, que se traduzem em quatro princípios não negociáveis:

  • Honestidade: o conteúdo reflete o estado real do conhecimento, sem inflar resultados modestos nem subestimar limitações
  • Independência: a linha editorial não se subordina a interesses comerciais, políticos ou ideológicos
  • Precisão: cada afirmação técnica é verificável e está amparada por fonte rastreável
  • Responsabilidade: erros são corrigidos publicamente, com transparência sobre o processo de retificação

Integridade Profissional

Editores, redatores, revisores e colaboradores do Medicina Natural se comprometem a manter conduta profissional íntegra em todas as etapas do trabalho editorial. Isso inclui rigor na verificação de informações, atribuição correta de fontes, declaração de conflitos pessoais que possam interferir na imparcialidade e recusa a aceitar presentes, viagens patrocinadas, hospedagens cortesia ou benefícios financeiros de empresas, profissionais ou instituições mencionadas em conteúdo editorial.

Brindes promocionais de baixo valor recebidos espontaneamente não configuram conflito por si só, mas devem ser declarados internamente quando relacionados a um tema em pauta. A política institucional veda explicitamente a participação de membros do Conselho Editorial em programas de afiliação, comissionamento ou patrocínio direto vinculado a marcas ou produtos abordados editorialmente.

Tratamento de Fontes

O respeito às fontes é parte central do código de ética. As práticas adotadas pelo Medicina Natural seguem o padrão consolidado em redações jornalísticas brasileiras e adaptam-se à especificidade do conteúdo de saúde:

  • Confidencialidade absoluta de fonte que solicite anonimato com motivo legítimo
  • Identificação clara da credencial e da instituição da fonte sempre que houver consentimento
  • Não exposição de pacientes, casos clínicos ou dados pessoais sem consentimento expresso e documentado
  • Reprodução fiel de declarações, com edição de coloquialismos apenas para clareza, sem alterar sentido
  • Verificação cruzada com pelo menos uma fonte adicional antes da publicação de informação técnica controvertida

Plágio e Atribuição

Plágio é considerado violação grave do código de ética e justifica desligamento imediato de qualquer colaborador. Toda informação extraída de fonte externa deve ser parafraseada com correção e atribuída à origem, com link sempre que disponível. Citações diretas seguem padrões tipográficos clássicos e identificam autor, obra e ano.

O Medicina Natural utiliza ferramentas internas de verificação de similaridade textual antes da publicação, especialmente em conteúdo elaborado por colaboradores externos ou redatores em fase de integração. Trechos com similaridade superior a 15% em relação a fontes públicas são reescritos antes da publicação.

Conflito de Interesses

Em conformidade com os padrões internacionais adotados por periódicos científicos peer-reviewed e por veículos jornalísticos de referência, o Medicina Natural declara explicitamente todos os vínculos comerciais que poderiam configurar conflito de interesses, bem como os mecanismos práticos que asseguram a separação entre editorial e comercial.

Declaração de Vínculo Comercial

  • O portal Medicina Natural e a Loja Medicina Natural são mantidos pela mesma empresa, WPJS Ltda, sediada no Brasil
  • Não há receita publicitária de terceiros: o portal não veicula Google AdSense, redes de display ads, banners patrocinados nem conteúdo publicitário disfarçado de editorial
  • O sustento financeiro do portal vem integralmente das vendas da Loja Medicina Natural, conforme detalhado em Quem Somos
  • Não há programas de afiliação ativos com lojas de terceiros, redes de e-commerce ou marketplaces

Estrutura Societária

A WPJS Ltda mantém duas operações distintas com objetivos editoriais e comerciais separados:

  • Loja Medicina Natural, e-commerce que comercializa cafés especiais, chás e produtos naturais, classificados como alimentos conforme regulamentação Anvisa
  • Medicina Natural, portal editorial dedicado a conteúdo informativo sobre fitoterapia, plantas medicinais e práticas integrativas

Cada operação possui equipe própria, fluxo de trabalho independente e governança interna distinta. As decisões de pauta editorial são tomadas pelo Conselho Editorial, e as decisões comerciais cabem à coordenação da Loja, sem cruzamento operacional rotineiro.

Mecanismos de Separação Editorial e Comercial

A separação entre editorial e comercial é sustentada por mecanismos práticos verificáveis:

  • A pauta editorial é definida por critérios de relevância, sazonalidade, demanda do leitor e estado da evidência científica, sem interferência da área comercial
  • Artigos não são encomendados, pagos ou direcionados para promover produto específico
  • O calendário editorial é mantido em ferramenta separada do calendário comercial
  • Profissional da área comercial não tem permissão de edição em artigos publicados
  • Recomendações de produto dentro de artigos seguem critério editorial de pertinência, e podem incluir explicitamente a indicação Não Recomendamos quando aplicável

Identificação de Blocos Comerciais

Em todo artigo do Medicina Natural, qualquer bloco com finalidade comercial é identificado de forma inequívoca, com etiqueta visível e contraste tipográfico em relação ao texto editorial. As etiquetas padronizadas são:

  • Curadoria Medicina Natural, para blocos que apresentam seleção da equipe
  • Loja Oficial, para vitrines de produto vinculadas a artigo específico
  • Loja Oficial Medicina Natural, para apresentações institucionais da loja
  • Recomendação Editorial, para indicações pontuais dentro de texto corrido

O leitor jamais encontrará indicação comercial mimetizada como informação editorial. A separação visual e textual é regra absoluta.

Critérios de Recomendação de Produto

Quando o Medicina Natural recomenda um produto da Loja em contexto editorial, os critérios são exclusivamente de qualidade e adequação ao tema, jamais de margem comercial. Os pontos avaliados:

  • Coerência com o tema editorial do artigo
  • Disponibilidade em estoque ou em produção regular
  • Identificação botânica correta da espécie e da parte vegetal usada
  • Origem rastreável e fornecedor verificado
  • Pureza e ausência de adulteração

Produtos que não atendam aos critérios não são recomendados, mesmo que estejam em estoque ou tenham margem comercial superior. A coordenação editorial preserva o direito de não fazer recomendação alguma em determinado artigo, quando nenhum produto disponível atende aos critérios de qualidade.

Vedações Absolutas

As seguintes práticas são proibidas dentro do Medicina Natural, sem exceção:

  • Atribuir propriedade terapêutica a produto da Loja Medicina Natural fora do que a evidência científica e a regulamentação Anvisa permitem para alimento
  • Conteúdo patrocinado por marca externa disfarçado de editorial
  • Inclusão de produto da Loja em artigo cujo tema central seja outra terapia, planta ou abordagem
  • Pagamento, comissão ou benefício recebido por colaborador editorial em troca de menção a produto
  • Promessa de cura, prevenção ou tratamento de doença vinculada a produto comercializado
  • Uso de depoimentos não verificáveis, fotos antes-e-depois ou linguagem sensacionalista em recomendações

Auditoria e Verificação Externa

O Medicina Natural está aberto a auditoria editorial externa por instituições reconhecidas em jornalismo científico, fitoterapia ou compliance corporativo. Pesquisadores, jornalistas e profissionais interessados em conduzir análise de transparência podem solicitar acesso aos critérios e fluxos editoriais pela página de contato. O portal mantém histórico de correções e atualizações editoriais nos próprios artigos, com data e descrição da alteração registradas na meta de atualização visível ao leitor.

Como Reportar Suspeita de Conflito

Se você identificar conteúdo que aparente violar a separação editorial e comercial, ou suspeitar de conflito não declarado, encaminhe a observação pela página de contato com a indicação Suspeita de Conflito de Interesses no assunto. Toda notificação é avaliada pelo Conselho Editorial conforme procedimento descrito na seção Procedimento em Caso de Violação deste documento, com retorno público em até 30 dias.

Linguagem Responsável em Saúde

Conteúdo de saúde exige cuidado específico no uso da linguagem. O Medicina Natural adota as seguintes restrições:

  • Não atribuímos a plantas medicinais a função de cura ou tratamento de doenças, salvo quando a evidência científica é robusta e a planta possui registro como medicamento fitoterápico na Anvisa
  • Não usamos linguagem sensacionalista, imperativa ou prescritiva, do tipo cura definitiva, milagre da natureza ou tome todos os dias
  • Substituímos termos imperativos por construções condicionais, como em estudo X observou-se associação com ou foi descrito uso popular para
  • Termos técnicos são explicados na primeira ocorrência, com glossário disponível quando aplicável
  • Toda menção a planta inclui nome popular e nome científico em itálico, na primeira ocorrência

Diversidade e Não Estigmatização

O conteúdo editorial respeita a diversidade de origens, culturas, religiões, identidades e condições de saúde. Práticas vetadas:

  • Estigmatização de pacientes com qualquer condição de saúde, especialmente saúde mental, obesidade, doenças crônicas ou condições estigmatizadas socialmente
  • Generalizações pejorativas sobre povos, regiões, classes sociais ou grupos étnicos
  • Linguagem que culpabilize o paciente por condições de saúde
  • Reprodução acrítica de saberes tradicionais sem reconhecimento da origem cultural correspondente

O Medicina Natural reconhece o protagonismo dos povos originários, comunidades quilombolas, ribeirinhas e populações tradicionais brasileiras na construção do conhecimento etnobotânico. Sempre que aplicável, esses saberes são creditados explicitamente.

Conduta em Redes Sociais

Membros do Conselho Editorial e colaboradores que atuam publicamente em nome do Medicina Natural seguem as mesmas regras editoriais nas redes sociais institucionais. Manifestações pessoais em contas próprias são livres, desde que não comprometam a credibilidade editorial nem violem cláusulas de independência. Endossos públicos a marcas, profissionais ou produtos relacionados ao escopo editorial precisam ser previamente discutidos com a coordenação.

Uso Responsável de Inteligência Artificial

Ferramentas de inteligência artificial integram o fluxo editorial moderno em proporções variáveis e crescentes. O Medicina Natural assume publicamente o compromisso de declarar onde, como e em que medida utiliza tecnologias de IA generativa e de processamento de linguagem natural na produção de seu conteúdo. Esta seção dialoga com a discussão pública sobre o Marco Legal da Inteligência Artificial em tramitação no Congresso Nacional e com os padrões emergentes adotados por veículos jornalísticos e periódicos científicos.

Compromisso de Transparência

Ferramentas de inteligência artificial integram o fluxo editorial moderno em proporções variáveis e crescentes. O Medicina Natural assume publicamente o compromisso de declarar onde, como e em que medida utiliza tecnologias de IA generativa e de processamento de linguagem natural na produção de seu conteúdo. Esta declaração antecede regulamentação específica no Brasil e dialoga com a discussão pública sobre o Marco Legal da Inteligência Artificial em tramitação no Congresso Nacional.

O princípio que rege esta política é simples: o leitor de conteúdo de saúde tem o direito de saber qual o papel humano e qual o papel automatizado em cada etapa que resulta no texto que ele consome.

Onde Usamos Ferramentas de IA

O Conselho Editorial utiliza ferramentas de IA em etapas específicas do fluxo editorial, sempre com supervisão humana ativa:

  • Apoio a rascunhos e estruturação inicial: organização de tópicos, sugestão de estrutura textual e elaboração de versões preliminares posteriormente reescritas e expandidas pelo redator humano
  • Identificação de inconsistências: leitura cruzada de artigos antigos para detecção de afirmações desatualizadas em relação a fontes recentes
  • Pesquisa e sumarização preliminar: leitura, indexação e síntese de literatura técnica em volume, com verificação humana posterior obrigatória de cada afirmação reaproveitada
  • Revisão ortográfica e gramatical: correção automatizada de erros de digitação, concordância e pontuação
  • Tradução técnica de referências: tradução assistida de trechos de literatura internacional, com revisão técnica humana antes de qualquer citação ser publicada

Onde Não Usamos IA

Há etapas em que o uso de ferramentas de IA é vedado pelo Conselho Editorial, sem exceção:

  • Decisão final sobre publicação, retirada ou correção pública de artigo
  • Decisões sobre pauta editorial, ângulo de abordagem ou enquadramento de tema sensível
  • Diagnóstico, prescrição, recomendação clínica individualizada ou orientação terapêutica
  • Geração de citação atribuída a fonte, profissional ou instituição
  • Geração de depoimento, testemunho de paciente ou caso clínico
  • Resposta editorial direta a leitor que sinalize imprecisão ou risco à saúde, que exige análise humana caso a caso
  • Revisão técnica final de conteúdo sobre populações sensíveis, contraindicações ou interações medicamentosas

Supervisão Humana Obrigatória

Nenhum conteúdo produzido com auxílio de IA é publicado no Medicina Natural sem revisão integral por membro humano do Conselho Editorial ou colaborador qualificado, com responsabilidade nominal pela edição. A revisão humana cobre verificação de cada afirmação técnica contra fonte primária elegível, conforme Padrões de Fontes Científicas, ajuste de tom, adequação ao público leitor e checagem de segurança em conteúdos relacionados a saúde.

O Conselho Editorial trata afirmações geradas por IA como hipóteses de redação que precisam ser verificadas, jamais como informação validada por si só.

Limites Editoriais e Éticos

Determinadas práticas envolvendo IA são proibidas dentro do Medicina Natural, em razão de risco editorial e ético:

  • Atribuição de autoria a IA: artigos não são assinados por sistema automatizado, e sim pelo Conselho Editorial
  • Geração de imagem realista de pessoa, paciente ou profissional sem identificação clara da síntese
  • Geração de imagem de planta com finalidade de identificação botânica, sem o uso de fotografia real ou ilustração técnica revisada
  • Personificação de profissional de saúde, com voz ou aparência simulada
  • Resposta automatizada em comentários de leitores ou em canais de relacionamento editorial

Tratamento de Fontes Originais e Direito Autoral

O uso de IA não dispensa a obrigação editorial de respeitar autoria e direitos sobre obras originais. As salvaguardas adotadas:

  • Bloqueio de práticas de paráfrase próxima sem atribuição, mesmo quando geradas por ferramenta automatizada
  • Revisão de similaridade textual antes da publicação, com reescrita de trechos com proximidade excessiva a fontes externas
  • Verificação de citações geradas por IA: o Conselho rejeita citações fabricadas ou atribuídas incorretamente, fenômeno conhecido em literatura técnica como alucinação de modelo

Identificação de Conteúdo Assistido por IA

O Medicina Natural considera o uso de IA como apoio editorial análogo ao uso de ferramentas tradicionais de produção, como pesquisa em base de dados, software de revisão e organizadores de notas. Quando o uso for substantivo no formato final do artigo, o portal sinaliza explicitamente em meta visível ao leitor. Para conteúdo cujo papel da IA tenha sido apenas marginal, a sinalização individual em cada artigo não é exigida, e a transparência se dá pelo escopo declarado nesta política.

Tratamento de Erros Originados por IA

Erros editoriais identificados em artigos cuja produção envolveu auxílio de IA são corrigidos pelo mesmo procedimento aplicado a qualquer outro erro editorial, conforme a seção sobre correção de conteúdo da Política Editorial. O Conselho assume integral responsabilidade pelo conteúdo publicado, independentemente da origem do erro. A IA não é tratada como fonte autônoma nem como entidade a quem se possa atribuir responsabilidade editorial.

Evolução desta Política

A relação entre IA e produção editorial está em transformação acelerada, e esta política será atualizada conforme a evolução tecnológica, a regulamentação brasileira e as melhores práticas adotadas pela comunidade jornalística e científica. Toda revisão será datada e o histórico de mudanças permanece disponível no controle de versão interno do Conselho Editorial.

Procedimento em Caso de Violação

Suspeita de violação deste código por qualquer colaborador deve ser comunicada à coordenação editorial pelo canal interno. Para o leitor externo, o canal apropriado é a página de contato, com a indicação clara de que se trata de denúncia ética.

O procedimento padrão envolve apuração interna conduzida pelo Conselho Editorial, oitiva do colaborador acusado, análise de evidências e decisão fundamentada em até 30 dias. Conforme a gravidade, as sanções variam de advertência interna a desligamento imediato e correção pública do conteúdo afetado.