Chás Medicinais

Penicilina Vegetal (Alternanthera brasiliana): Usos e Riscos

Por Conselho Editorial17 Min de Leitura
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Folhagem densa de Alternanthera brasiliana em tons vinho/roxo-avermelhado intenso, folhas ovaladas pontiagudas, caules avermelhados

A planta que muita gente conhece como penicilina, terramicina, anador ou doril não tem uma gota do antibiótico que empresta a ela o apelido. O nome científico aceito é Alternanthera brasiliana (L.) Kuntze, um subarbusto da família Amaranthaceae, nativo da América tropical e comum em quintais, jardins e canteiros em todo o Brasil, reconhecível pelas folhas opostas, ovais a lanceoladas, em tom que varia do verde ao roxo escuro sob sol pleno. A fama de “penicilina vegetal” nasceu do hábito popular de batizar plantas medicinais com o nome de remédios de farmácia conhecidos, prática documentada na literatura científica (Pires e colaboradores, 2024) e que também deu à planta os apelidos de anador, doril e neomicina.

A penicilina de verdade é produzida por fungos do gênero Penicillium, isolada em 1928 pelo bacteriologista escocês Alexander Fleming, e pertence à classe dos antibióticos beta-lactâmicos. Alternanthera brasiliana não contém penicilina nem qualquer substância beta-lactâmica, e não existe equivalência farmacológica entre a planta e o antibiótico. A revisão da literatura mais recente sobre o tema (Bezerra e colaboradores, 2024) reuniu três décadas de estudos e encontrou baixa atividade antimicrobiana na maior parte dos ensaios de laboratório, incluindo pouca ou nenhuma ação contra bactérias e fungos comuns testados in vitro. A planta não substitui um antibiótico prescrito por um médico, e interromper um antibiótico receitado para tomar chá da planta é um risco concreto: a infecção pode piorar, e micro-organismos expostos a um curso incompleto de antibiótico podem desenvolver resistência.

Este texto reúne o que a ciência já observou sobre a espécie, quase sempre em ratos, camundongos ou células de laboratório, os usos que a tradição popular atribui a ela e os cuidados documentados antes de qualquer uso caseiro.

Sumário do Artigo
  1. Por Que a Planta Não É Penicilina
  2. Botânica e Identificação
  3. Usos Tradicionais
  4. O Que os Estudos Mostram
  5. Segurança e Toxicidade: O Que Se Sabe e O Que Não Se Sabe
  6. Como a Planta É Usada Tradicionalmente
  7. Contraindicações e Interações
  8. Cultivo
  9. Perguntas Frequentes

Por Que a Planta Não É Penicilina

O hábito brasileiro de apelidar plantas medicinais com nomes de remédios industrializados não é exclusividade da Alternanthera brasiliana. Um estudo publicado em 2024 no Journal of Ethnopharmacology (Pires e colaboradores) examinou três espécies com nomes populares emprestados de analgésicos, entre elas a Alternanthera dentata, espécie próxima tratada por parte da literatura como sinônimo da planta deste texto (ver a seção de botânica, adiante). O fenômeno é sempre o mesmo: o nome nasce da expectativa popular de que a planta funcione como o remédio de farmácia que empresta o apelido, não de qualquer semelhança química real entre os dois. O post sobre a vitamina B17 (laetrile), neste mesmo blog, discute um caso parecido de nome que promete mais do que a substância entrega.

A penicilina original foi isolada em 1928 a partir do fungo Penicillium notatum e deu origem à classe dos antibióticos beta-lactâmicos, hoje produzidos industrialmente por fermentação de fungos e usados sob prescrição médica para infecções bacterianas. Nenhuma dessas moléculas existe nas folhas da Alternanthera brasiliana, e nenhum estudo encontrou nelas atividade equivalente à de um antibiótico beta-lactâmico.

Sinais de que uma infecção precisa de avaliação médica, e não de chá caseiro, incluem febre, presença de pus, vermelhidão que se espalha ao redor de uma lesão, dor de garganta com placas esbranquiçadas, sintomas urinários novos e qualquer ferida que não fecha depois de alguns dias. Nesses casos, a orientação é sempre procurar atendimento médico, nunca esperar o efeito de uma planta.

Vale um esclarecimento à parte: ser alérgico ao antibiótico penicilina não tem relação, em nenhum dos dois sentidos, com Alternanthera brasiliana. A alergia ao medicamento não indica nada sobre a reação de uma pessoa à planta, e a planta não é uma alternativa para quem tem essa alergia.

Botânica e Identificação

O nome científico aceito é Alternanthera brasiliana (L.) Kuntze, publicado por Kuntze em 1891. O Plants of the World Online (POWO), do Royal Botanic Gardens, Kew, reconhece duas variedades (var. brasiliana e var. villosa) e trata Alternanthera dentata Scheygr. como sinônimo supérfluo, classificação seguida neste texto, embora parte da literatura farmacológica recente trate as duas como espécies distintas (Corso e colaboradores, 2024; Pires e colaboradores, 2024).

Em ordem alfabética, os nomes populares documentados pelo Horto Didático de Plantas Medicinais do Hospital Universitário da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) são: acônito-do-mato, caaponga, cabeça-branca, carrapichinho, carrapichinho-do-mato, doril, ervanço, infalível, nateira, penicilina, perpétua-do-brasil, perpétua-do-mato, quebra-panela, sempre-viva e terramicina. Vale uma ressalva: o apelido “acônito-do-mato” não tem relação com o acônito verdadeiro (gênero Aconitum), planta de toxicidade elevada e completamente diferente desta.

A planta é um subarbusto que pode chegar a 1 metro de altura, com folhas opostas, ovais a lanceoladas, de coloração que varia do verde ao roxo escuro conforme a exposição ao sol, e pequenas inflorescências globosas, brancas, nas axilas das folhas.

Close de inflorescências brancas globosas com brácteas papiráceas sobre caule roxo da penicilina vegetal (Alternanthera brasiliana)

A identificação por fotografia garante apenas o gênero, não a espécie: pelo menos três outras Alternanthera são facilmente confundidas com a planta deste texto. A Alternanthera tenella (apaga-fogo) pode gerar confusão com a terramicina, nome popular da espécie deste texto, e tem uso próprio e distinto. Já a Alternanthera philoxeroides e a Alternanthera sessilis crescem em ambiente aquático ou de brejo, e a Alternanthera ficoidea é apenas ornamental, sem uso medicinal. Quem compra folha seca ou muda sem o nome científico corre o risco de levar para casa qualquer uma dessas espécies.

Usos Tradicionais

Em ordem alfabética, a partir do Horto Didático da UFSC e de relatos de uso na Amazônia, os usos tradicionais atribuídos à planta são estes, nenhum confirmado em ensaio em pessoas salvo indicação em contrário:

  • Bexiga e fígado: a ficha da UFSC registra uso tradicional como auxiliar ligado a esses órgãos.
  • Cicatrização de feridas, por lavagem externa: a tradição usa o chá para lavar cortes e lesões superficiais.
  • Corrimento vaginal, em uso externo: uso tradicional descrito para esse fim.
  • Depurativo: uso tradicional atribuído à planta de forma genérica.
  • Diarreia: uso tradicional na Amazônia.
  • Digestivo: uso tradicional para desconforto estomacal.
  • Diurético: a ficha da UFSC descreve efeito diurético tradicional; um estudo em ratos deu suporte pré-clínico a esse uso (ver seção seguinte), mas nenhum ensaio em pessoas confirma dose ou segurança de uso continuado.
  • Inflamação: uso tópico tradicional no Sul do país e na Amazônia.
  • Micoses de pele: uso externo tradicional para esse fim.
  • Tosse: uso tradicional na Amazônia.

O Que os Estudos Mostram

Contra Bactérias, Fungos e Vírus

A revisão da literatura mais completa sobre o tema, publicada em 2024 no Journal of Ethnopharmacology por Bezerra e colaboradores, reuniu estudos entre 1994 e 2024 e concluiu que a maior parte dos ensaios de laboratório mostrou baixa atividade contra os alvos testados: em extratos de folha avaliados in vitro contra a bactéria Escherichia coli e o fungo Candida albicans, a atividade foi ausente ou fraca na maioria dos experimentos, resultado que contraria a expectativa criada pelo apelido popular. Um estudo isolado, de 1994, na Phytotherapy Research (Lagrota e colaboradores), encontrou atividade inibitória contra o vírus herpes simples em cultura de células, não replicada em modelo animal nem em pessoas.

Inflamação e Dor

Um estudo de 2012 na Pharmaceutical Biology (Formagio e colaboradores) testou o extrato aquoso das folhas por via oral em ratos, nas doses de 200 e 400 mg/kg, e observou redução de células polimorfonucleares em um modelo de pleurisia induzida, além de menos contorções abdominais em camundongos em um teste clássico de dor visceral, sem efeito ansiolítico. Um estudo anterior, de 1999, na Pharmazie (Macedo e colaboradores), usou extratos de cultura de células (calos), não da folha inteira, e observou o mesmo efeito analgésico. Ambos em roedores, por via oral, sem réplica em pessoas.

Cicatrização

Dois estudos tópicos em ratos avaliaram a cicatrização de feridas. Marchete e colaboradores (2021), na Inflammopharmacology, aplicaram um gel a 20% de extrato hidroalcoólico por 21 dias e observaram sinais de menor inflamação e de proteção antioxidante compatíveis com melhor reparo do tecido. Barua e colaboradores (2012), na ISRN Pharmacology, aplicaram uma pomada a 5% de extrato metanólico sobre feridas de ratos imunossuprimidos e observaram melhora no perfil de enzimas antioxidantes (catalase, superóxido dismutase e glutationa) na pele lesionada. Em nenhum caso o preparo era chá caseiro: eram extratos padronizados de laboratório, sem dado equivalente para infusão caseira não estéril.

Sistema Imune

Um estudo de 2003 no Journal of the Brazilian Chemical Society (Brochado e colaboradores) isolou da planta dois flavonoides (canferol 3-O-robinobiosídeo e canferol 3-O-rutinosídeo) e testou o efeito de cada um sobre a proliferação de linfócitos humanos em cultura de células. Os dois inibiram a proliferação celular in vitro: uma ação imunossupressora, não imunoestimulante, o oposto do que o apelido popular sugere.

Rins e Diurese

O estudo mais recente e completo sobre segurança da planta, de 2025 no Journal of Ethnopharmacology (Bilal e Bibi), testou um extrato aquoso-etanólico das folhas em ratos: doses orais aumentaram o volume de urina eliminado, com maior efeito na dose de 300 mg/kg, e reduziram sinais de dano renal induzido por cisplatina. A análise por HPLC identificou betanina, canferol, ácido gálico, ácido p-cumárico e ácido oxálico no extrato; todos os dados são de ratos, sem estudo equivalente em pessoas.

Composição Química

Um estudo de 2020 na Natural Product Research (Alencar Filho e colaboradores) identificou 27 substâncias na planta por LC-MS/MS e GC-MS, 23 delas inéditas para a espécie, entre flavonoides, terpenos e fitosteróis. Somado ao perfil de betalaínas e ácido oxálico descrito por Bilal e colaboradores (2025), o quadro químico é variado, mas um composto isolado em laboratório não equivale, por si só, a um efeito demonstrado em pessoas que tomam o chá.

Segurança e Toxicidade: O Que Se Sabe e O Que Não Se Sabe

Os únicos dados de segurança sistemática para Alternanthera brasiliana vêm de dois artigos, ambos em ratos. O estudo de toxicidade aguda e subaguda de Bilal e colaboradores (2025) encontrou DL50 (dose letal para metade dos animais) acima de 3000 mg/kg por via oral, baixa toxicidade aguda em roedores, e não encontrou dano ao rim, ao fígado nem ao coração em 28 dias de doses de até 1000 mg/kg, por exame histológico, hematológico e bioquímico do sangue. A revisão de Bezerra e colaboradores (2024) não localizou ensaio clínico em humanos para a espécie.

Não existe monografia oficial para a planta: ela não consta na Renisus (Relação Nacional de Plantas Medicinais de Interesse ao SUS), no Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira, nem em monografias da EMA/HMPC, da OMS ou da ESCOP. Por isso, e pela falta de dado sistêmico de segurança em pessoas, este texto não traz nenhuma quantidade em gramas ou xícaras por dia: qualquer valor citado aqui se tornaria uma recomendação de dose que nenhuma fonte consultada sustenta.

Sinais para suspender o uso e procurar atendimento médico incluem reação alérgica ou irritação na pele após uso externo, sintoma urinário novo, febre, piora de uma ferida em vez de melhora, e qualquer sintoma que preocupe durante o uso interno.

Como a Planta É Usada Tradicionalmente

Por via interna, a forma tradicional mais registrada é a infusão das folhas frescas ou secas em água quente; pelas razões já explicadas, este texto não indica quantidade nem número de xícaras por dia.

Por via externa, o uso tradicional mais citado é a lavagem de feridas e lesões de pele com o chá da planta, mas vale uma diferença importante: os estudos de cicatrização citados neste texto usaram extratos padronizados, em gel ou pomada, avaliados em laboratório, não um chá caseiro fervido em casa e sem controle de esterilidade. Aplicar um preparo não estéril sobre ferida aberta, profunda, queimadura ou lesão com sinal de infecção pode agravar o quadro; a orientação nesses casos é sempre buscar atendimento médico, como já mostra o post sobre tanchagem, outra planta de uso popular em feridas.

Contraindicações e Interações

Pela ausência de estudos de segurança em pessoas e pelos efeitos já observados em animais e em células, a planta não deve ser usada por quem se encaixa em qualquer um destes grupos, em ordem alfabética:

  • Crianças: não há dado de segurança pediátrica para a espécie; a própria ficha do Horto Didático da UFSC veta o uso abaixo de 6 anos.
  • Diuréticos, anti-hipertensivos e lítio: o efeito diurético foi demonstrado em ratos (Bilal e colaboradores, 2025); existe interação aditiva teórica com remédios da mesma classe e com o lítio, cuja eliminação pelo rim pode ser afetada por diuréticos.
  • Doença renal e histórico de cálculo renal: o extrato contém ácido oxálico (Bilal e colaboradores, 2025), e o uso tradicional da planta está ligado à bexiga e à diurese; a precaução é teórica, mas qualquer sintoma urinário novo pede avaliação médica, não chá caseiro.
  • Feridas abertas profundas, queimaduras, pé diabético e lesão com sinal de infecção: a cicatrização estudada nesta espécie foi demonstrada com gel hidroalcoólico padronizado em ratos (Marchete e colaboradores, 2021), não com chá caseiro não estéril; não aplicar preparo caseiro sobre esse tipo de lesão.
  • Gestantes e lactantes: a ficha do Horto Didático da UFSC recomenda evitar o uso na gestação e na amamentação, e não existe dado de segurança que sustente esse uso na literatura científica revisada.
  • Imunossuprimidos, transplantados e pessoas com doença autoimune em acompanhamento médico: extratos da planta inibiram a proliferação de linfócitos humanos em cultura de células (Brochado e colaboradores, 2003); existe interação teórica com medicamentos imunossupressores.
  • Infecção ativa de qualquer tipo: a planta nunca substitui avaliação médica, e um antibiótico prescrito não deve ser interrompido para uso do chá.
  • Medicamentos de uso contínuo em geral: a ficha do Horto Didático da UFSC registra ausência de estudos de interação medicamentosa para a espécie.
  • Reação cutânea ou alérgica ao uso externo: suspender o uso imediatamente ao primeiro sinal.
  • Uso contínuo: não recomendado; 28 dias de uso em ratos, mesmo em dose de até 1000 mg/kg, não equivalem a dado de segurança para uso humano prolongado.

Cultivo

A propagação da Alternanthera brasiliana é feita por estaca: um ramo cortado enraíza com facilidade em água ou direto no substrato, se adapta bem a vasos, canteiros e jardins, e o sol pleno intensifica a coloração roxa das folhas, mais discreta à sombra. O cultivo é apenas ornamental, sem relação com o uso medicinal.

Muda de Alternanthera brasiliana em vaso preto, folhagem roxo-avermelhada brilhante

Perguntas Frequentes

Para Que Serve a Planta Penicilina?

Na tradição popular, a planta apelidada de penicilina (Alternanthera brasiliana) é usada como depurativa, digestiva, diurética, contra tosse e em lavagem externa de feridas e micoses de pele (lista completa na seção de usos tradicionais). Nenhum uso foi confirmado em ensaio clínico em pessoas, só em registros tradicionais e estudos pré-clínicos em animais.

A Planta Penicilina Substitui o Antibiótico?

Não. Alternanthera brasiliana não contém penicilina nem qualquer substância beta-lactâmica, e os estudos de laboratório mostram baixa atividade antimicrobiana na maioria dos testes (veja a seção acima). A planta não substitui um antibiótico prescrito por um médico; interromper o antibiótico para tomar chá é um risco real de piora da infecção.

Quem É Alérgico à Penicilina Pode Usar a Planta?

Não há relação, em nenhum dos dois sentidos, entre a alergia à penicilina farmacêutica e Alternanthera brasiliana, como já explicado neste texto. Isso não torna a planta uma alternativa para quem tem essa alergia, e uma reação cutânea ao uso externo é avaliada isoladamente.

Como Fazer o Chá de Penicilina Vegetal?

A forma tradicional é a infusão das folhas frescas ou secas em água quente. Como não existe monografia oficial nem estudo de segurança em pessoas para esta espécie (veja a seção de segurança), este texto não indica quantidade de folhas nem número de xícaras por dia.

Pode Passar o Chá em Ferida?

A tradição registra o uso externo em feridas superficiais, mas os estudos de cicatrização citados neste texto usaram extratos padronizados de laboratório, não chá caseiro. Em feridas profundas, queimaduras, pé diabético ou lesão com sinal de infecção, o preparo caseiro não deve ser aplicado; procure atendimento médico.

A Planta Penicilina Emagrece?

Não há estudo que associe Alternanthera brasiliana à perda de peso. O efeito diurético, demonstrado em ratos, pode reduzir temporariamente o número na balança pela eliminação de líquido, o que não é o mesmo que perda de gordura corporal.

Quem Não Pode Usar?

A lista completa está na seção de contraindicações acima. Em resumo: crianças, gestantes e lactantes, pessoas com doença renal ou histórico de cálculo renal, imunossuprimidos ou em acompanhamento por doença autoimune, quem usa diuréticos, anti-hipertensivos ou lítio, e ninguém deve usá-la no lugar de avaliação médica durante uma infecção ativa.

Penicilina, Terramicina e Apaga-Fogo São a Mesma Planta?

Penicilina e terramicina são apelidos populares da mesma espécie, Alternanthera brasiliana. Apaga-fogo já é outra planta do mesmo gênero, Alternanthera tenella, que pode gerar confusão com a terramicina; usar o nome popular sozinho, sem o nome científico, não garante que duas pessoas estejam falando da mesma planta.

Referências

14 Referências Citadas

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Baseado em 14 Referências Citadas (10 Peer-Reviewed, 4 Complementares).

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Estudos Científicos Peer-Reviewed (10)

  1. PMC2024 Bezerra, J. J. L., Pinheiro, A. A. V., Coutinho, H. D. M. (2024). Phytochemical and ethnomedicinal evidences of the use of Alternanthera brasiliana (L.) Kuntze against infectious diseases. Journal of Ethnopharmacology, 331, 118304.
  2. PMC2025 Bilal, M. H., Bibi, I. (2025). Nephroprotective and diuretic effect of Alternanthera brasiliana (L.) Kuntze leaf extract; acute and sub-acute toxicity assessment. Journal of Ethnopharmacology, 340, 119225.
  3. PMC2012 Formagio, E. L. P. et al. (2012). Evaluation of the pharmacological activity of the Alternanthera brasiliana aqueous extract. Pharmaceutical Biology, 50(11), 1442-1447.
  4. PMC2021 Marchete, R. et al. (2021). Anti-inflammatory and antioxidant properties of Alternanthera brasiliana improve cutaneous wound healing in rats. Inflammopharmacology, 29(5), 1443-1458.
  5. PMC2012 Barua, C. C. et al. (2012). Influence of Alternanthera brasiliana (L.) Kuntze on Altered Antioxidant Enzyme Profile during Cutaneous Wound Healing in Immunocompromised Rats. ISRN Pharmacology, 2012, 948792.
  6. PMC2020 Alencar Filho, J. M. T. et al. (2020). Phytochemical analysis in Alternanthera brasiliana by LC-MS/MS and GC-MS. Natural Product Research, 34(3), 429-433.
  7. PEER1994 Lagrota, M. H. C. et al. (1994). Inhibitory activity of extracts of Alternanthera brasiliana (Amaranthaceae) against the herpes simplex virus. Phytotherapy Research, 8(6), 358-361.
  8. PMC2024 Pires, J. M. et al. (2024). Phytochemical analysis and investigation of analgesic, anti-inflammatory, and antispasmodic activities of hydroethanolic extracts of Alternanthera dentata, Ocimum carnosum, and Plectranthus barbatus, three species with vernacular names derived from analgesic drugs. Journal of Ethnopharmacology, 334, 118508.
  9. PEER2024 Corso, B. Z. et al. (2024). A review of the morphological aspects, phytochemical and pharmacological properties of Alternanthera brasiliana (L.) Kuntze and Alternanthera dentata (Moench) Stuchlík. Journal of Herbal Medicine.
  10. PMC1999 Macedo, A. F. et al. (1999). Pharmacological and phytochemical studies of callus culture extracts from Alternanthera brasiliana. Pharmazie, 54(10), 776-777.

Leituras Complementares (4)

  1. Plants of the World Online. Alternanthera brasiliana (L.) Kuntze. Royal Botanic Gardens, Kew.
  2. Flora e Funga do Brasil. Alternanthera brasiliana (L.) Kuntze. Jardim Botânico do Rio de Janeiro.
  3. Horto Didático de Plantas Medicinais do HU/UFSC. Penicilina (Alternanthera brasiliana).
  4. 2003 Brochado, C. O. et al. (2003). Flavonol robinobiosides and rutinosides from Alternanthera brasiliana (Amaranthaceae) and their effects on lymphocyte proliferation in vitro. Journal of the Brazilian Chemical Society, 14(3), 449-451.

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