Antioxidantes

Macadamia Tetraphylla: Como Difere da Macadâmia Comum, Composição e Cuidados

Macadamia tetraphylla é a outra macadâmia comestível, de casca rugosa, folhas espinhosas em grupos de quatro e amêndoa mais doce. Veja como reconhecê-la, o que os estudos mediram de fato e por que ela deve ficar longe dos cães.

Por Conselho Editorial14 Min de Leitura
Evidência Alta13 Referências
Publicado em
Ramo de Macadamia tetraphylla com folhas longas de margem espinhosa dispostas em grupos de quatro em torno do caule

Macadamia tetraphylla é uma das duas espécies de macadâmia que produzem amêndoa comestível, ao lado de Macadamia integrifolia, e boa parte das cultivares plantadas no mundo descende de uma delas ou do cruzamento entre as duas (Nock e colegas, 2019). Em inglês, a árvore é chamada de rough-shelled macadamia, por causa da casca enrugada da noz, e em português não há nome popular consolidado que a separe da macadâmia comum.

Como a espécie quase nunca aparece no rótulo, quem compra macadâmia no Brasil dificilmente sabe se está comendo M. tetraphylla, M. integrifolia ou um híbrido. A seguir, como reconhecer a planta, o que se sabe sobre a composição da amêndoa, o que os estudos em pessoas mediram de fato e quais cuidados valem para alérgicos, para quem controla calorias e para quem convive com cães.

Sumário do Artigo
  1. Identificação Botânica e Diferenças da Macadâmia Comum
  2. Composição da Amêndoa
  3. O Que Dizem os Estudos
  4. Usos Tradicionais e Cultivo
  5. Como Consumir
  6. Contraindicações e Cuidados
  7. Quando Buscar Atendimento
  8. Perguntas Frequentes

Identificação Botânica e Diferenças da Macadâmia Comum

O nome aceito é Macadamia tetraphylla L.A.S.Johnson, da família Proteaceae, descrito em 1954 e nativo de uma faixa estreita de mata subtropical entre o sudeste de Queensland e o nordeste de Nova Gales do Sul, na Austrália, área mais restrita que a de M. integrifolia (POWO; NSW Environment and Heritage; Nock e colegas, 2019). A diferença em relação à noz-da-macadâmia comum, M. integrifolia, começa pelas folhas: em M. tetraphylla elas saem em grupos de quatro em cada nó, às vezes três ou cinco, medem de 18 a 25 centímetros e têm a margem guarnecida de dentes rígidos e espinhosos (PlantNET), enquanto M. integrifolia forma folhas em grupos de três (Hamilton e colegas, 1983). O epíteto tetraphylla, que em grego quer dizer quatro folhas, faz referência a esse arranjo.

A noz também ajuda a distinguir as duas espécies, porque a de M. tetraphylla é levemente fusiforme e tem a superfície da casca áspera e granulosa. Sua amêndoa costuma ser mais escura, com 67% a 75% de óleo e 6% a 8% de açúcar, contra até 80% de óleo e cerca de 4% de açúcar na macadâmia de casca lisa (Hamilton e colegas, 1983). Esse açúcar extra deixa a amêndoa agradável crua, mas torna a cor, a textura e o sabor irregulares no cozimento, razão pela qual a espécie pura é pouco usada pela indústria de torrados, que prefere M. integrifolia e híbridos entre as duas espécies (Hamilton e colegas, 1983; Nock e colegas, 2019).

Ramo de Macadamia tetraphylla com folhas longas de margem espinhosa dispostas em grupos de quatro em torno do caule
As folhas em grupos de quatro, com margem guarnecida de dentes espinhosos, ajudam a diferenciar a espécie da macadâmia comum. Foto: Krzysztof Ziarnek (Kenraiz), CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons.

A área nativa é estreita, e na natureza a espécie se concentra nos vales dos rios Richmond e Tweed, no nordeste de Nova Gales do Sul, e avança só um pouco além da divisa com Queensland, sempre em mata subtropical úmida perto do litoral (PlantNET; NSW Environment and Heritage). M. integrifolia, por sua vez, ocupa cerca de 250 quilômetros de latitude nas serras costeiras do sudeste de Queensland (Nock e colegas, 2019). As flores de M. tetraphylla costumam ser rosadas e os brotos novos podem nascer avermelhados ou arroxeados, enquanto as da macadâmia comum são de cor creme (Hamilton e colegas, 1983).

O gênero tem quatro espécies, todas endêmicas do leste australiano, e somente M. integrifolia e M. tetraphylla produzem amêndoa comestível (Nock e colegas, 2019). As outras duas, M. jansenii e M. ternifolia, são espécies distintas, de sementes amargas e com compostos cianogênicos, e não servem como alimento.

Uma Espécie Ameaçada na Natureza

Nas populações silvestres, M. tetraphylla está classificada como vulnerável tanto pela legislação de Nova Gales do Sul quanto pela legislação federal australiana (PlantNET; NSW Environment and Heritage). Entre as ameaças listadas estão o desmatamento para agricultura e obras, o fogo, o pisoteio pelo gado e a perda das linhagens locais por cruzamento com macadâmias comerciais (NSW Environment and Heritage). Um estudo com populações remanescentes descreveu a espécie como em declínio e observou que o pólen vindo de outras populações aumentava a produção de frutos, sinal de que a fragmentação pesa sobre a reprodução da árvore (Pisanu e colegas, 2009).

Composição da Amêndoa

A base de dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos não separa as espécies de macadâmia. Para 100 gramas de amêndoa crua sem identificação de espécie, ela registra (USDA, 2019):

  • carboidratos: 13,8 g
  • cobre: 0,76 mg
  • energia: 718 kcal
  • fibra alimentar: 8,6 g
  • gordura monoinsaturada: 58,9 g
  • gordura saturada: 12,1 g
  • gordura total: 75,8 g
  • magnésio: 130 mg
  • manganês: 4,1 mg
  • potássio: 368 mg
  • proteína: 7,9 g
  • tiamina (vitamina B1): 1,2 mg

Os números servem de referência geral, mas não descrevem M. tetraphylla com precisão, já que a amêndoa dessa espécie tende a ter um pouco menos de óleo e mais açúcar do que a de casca lisa (Hamilton e colegas, 1983). Em 2022, pesquisadores chineses publicaram o genoma de referência de M. tetraphylla e identificaram 187 genes ligados à síntese de óleo, informação voltada ao melhoramento genético e não à nutrição humana (Niu e colegas, 2022).

O Que Dizem os Estudos

Não localizamos, até aqui, ensaios clínicos feitos especificamente com M. tetraphylla em seres humanos. Os estudos em pessoas usaram macadâmia comercial sem informar a espécie, o que pode incluir a macadâmia comum, híbridos ou as duas coisas, e por isso os resultados descritos abaixo valem para a macadâmia em geral e não podem ser atribuídos a esta espécie em particular.

Estudos em Humanos com Macadâmia sem Espécie Informada

Na Austrália, 17 homens com colesterol alto comeram de 40 a 90 gramas de macadâmia por dia, cerca de 15% das calorias da dieta, durante quatro semanas. Ao final, o colesterol total caiu 3%, o LDL caiu 5,3% e o HDL subiu 7,9%, sem mudança nos triglicerídeos (Garg e colegas, 2003).

Nos Estados Unidos, um ensaio cruzado com 25 adultos com colesterol levemente elevado comparou, por cinco semanas cada, uma dieta com 42,5 gramas diários de macadâmia e a dieta americana média, ambas com 2.100 kcal e com toda a comida fornecida pelos pesquisadores. A dieta com macadâmia reduziu o colesterol total e o LDL em relação à dieta americana média, sem efeito sobre os triglicerídeos (Griel e colegas, 2008). São estudos curtos, com poucos participantes e marcadores de laboratório como desfecho, e não demonstram que a macadâmia evite doenças do coração nem substitua o tratamento indicado pelo médico.

Estudos de Laboratório com M. tetraphylla

O único trabalho localizado com extratos da própria espécie avaliou o pericarpo verde, a parte descartada no beneficiamento, que responde por cerca de 40% do peso do fruto. Misturas de água com acetona ou etanol extraíram mais compostos fenólicos, flavonoides e proantocianidinas, além de maior atividade antioxidante em testes químicos (Dailey e Vuong, 2015). É um estudo sobre aproveitamento de resíduo agrícola, feito em tubo de ensaio, e não diz nada sobre efeitos no organismo de quem come a amêndoa.

Usos Tradicionais e Cultivo

O uso documentado de M. tetraphylla é alimentar e paisagístico, como mostra o histórico no Havaí, onde a árvore foi plantada como ornamental e de sombra e também pela amêndoa. Suas mudas já foram usadas como porta-enxerto da macadâmia de casca lisa, porque germinam de modo uniforme e crescem depressa no viveiro (Hamilton e colegas, 1983). Não localizamos registros etnobotânicos de uso medicinal da espécie com preparos e indicações definidos.

O porta-enxerto de M. tetraphylla tem uma desvantagem conhecida pelos viveiristas, já que o tronco da variedade enxertada pode engrossar mais rápido do que a base, defeito chamado de sobrecrescimento do enxerto (Hamilton e colegas, 1983). Na indústria atual, a maior parte das cultivares é de M. integrifolia ou de híbridos entre as duas espécies, e algumas cultivares de M. tetraphylla pura são plantadas comercialmente na África do Sul (Nock e colegas, 2019).

Como Consumir

Por ter mais açúcar, a amêndoa de M. tetraphylla costuma ser apreciada crua, enquanto na torra pode ganhar cor e sabor desiguais (Hamilton e colegas, 1983). Para quem cuida do peso, vale fazer a conta das calorias, já que com 718 kcal por 100 gramas (USDA, 2019) um punhado de 30 gramas fornece pouco mais de 210 kcal, cerca de um décimo de uma dieta de 2.000 kcal.

Ramo de Macadamia tetraphylla com broto novo e inflorescência em formato de espiga pendente
As flores de Macadamia tetraphylla costumam ser rosadas, diferente do tom creme da macadâmia comum. Foto: Zaareo, CC BY-SA 3.0, via Wikimedia Commons.

Para crianças pequenas, nozes inteiras representam risco de engasgo, e a amêndoa deve ser oferecida moída ou em pasta, com a introdução orientada pelo pediatra, sobretudo quando há histórico de alergia na criança ou na família. Sementes colhidas de árvores silvestres ou de jardim que não tenham sido identificadas por um especialista não devem ser comidas, já que as duas outras espécies do gênero não são comestíveis (Nock e colegas, 2019).

Contraindicações e Cuidados

Como alimento, a macadâmia é de baixo risco para a maioria das pessoas, mas há situações específicas que pedem os cuidados descritos abaixo.

Alergia a Nozes e Castanhas

A macadâmia pode causar alergia alimentar, inclusive com reações graves, e um estudo de 2022 identificou quatro proteínas da amêndoa que se ligam aos anticorpos de pessoas alérgicas, entre elas uma vicilina e uma legumina (Kabasser e colegas, 2022), famílias de proteínas também presentes em outras nozes e castanhas. No mesmo estudo, essas proteínas foram reconhecidas sobretudo pelo soro de pessoas alérgicas à própria macadâmia, e os autores deixaram a reatividade cruzada com outras nozes para investigações futuras. Como as mesmas famílias de proteínas aparecem em outras castanhas, porém, essa possibilidade não pode ser descartada. Quem tem alergia a qualquer noz, castanha ou amendoim deve evitar a macadâmia até avaliação com alergista.

Calorias e Gordura

Com cerca de 76 gramas de gordura por 100 gramas (USDA, 2019), a macadâmia soma calorias depressa. No ensaio americano descrito acima, a macadâmia entrou numa dieta de calorias fixas, no lugar de outros alimentos (Griel e colegas, 2008), e não como acréscimo à alimentação habitual.

Macadâmia É Tóxica para Cães

A macadâmia faz mal a cães, e o cuidado vale para qualquer espécie do gênero vendida como alimento. Em 29 casos atendidos por um centro americano de controle de intoxicações animais, os cães ingeriram em média 11,7 gramas de macadâmia por quilo de peso, e os sinais surgiram em menos de 12 horas na maioria deles: fraqueza, apatia, vômito, falta de coordenação, tremores e hipertermia, a elevação da temperatura do corpo (Hansen e colegas, 2000). Na reprodução experimental, quatro cães que receberam 20 gramas por quilo não conseguiam se levantar 12 horas depois, e todos os animais se recuperaram em um a dois dias (Hansen e colegas, 2000). A causa da intoxicação ainda é desconhecida, por isso a macadâmia deve ficar fora do alcance dos cães e não deve ser oferecida como petisco.

Quando Buscar Atendimento

Procure atendimento de emergência se, depois de comer macadâmia, surgirem inchaço nos lábios ou na garganta, falta de ar, chiado no peito, placas vermelhas pelo corpo ou tontura, sinais possíveis de reação alérgica grave. Se um cão comeu macadâmia, leve o animal ao veterinário, sobretudo se aparecerem fraqueza, vômito, tremores ou temperatura alta, informando a quantidade aproximada ingerida.

Perguntas Frequentes

Qual a Diferença entre Macadamia tetraphylla e a Macadâmia Comum?

M. tetraphylla tem folhas em grupos de quatro, com margem espinhosa, noz de casca rugosa e amêndoa com mais açúcar e um pouco menos de óleo. A macadâmia comum, M. integrifolia, tem folhas em grupos de três e casca lisa (Hamilton e colegas, 1983).

Macadamia ternifolia É Outro Nome da Mesma Planta?

Não, M. ternifolia é uma espécie distinta do mesmo gênero, de semente amarga e cianogênica, e não é comestível. Só M. integrifolia e M. tetraphylla produzem amêndoa própria para consumo (Nock e colegas, 2019).

Existe Estudo em Humanos com Macadamia tetraphylla?

Não localizamos nenhum, e os ensaios publicados sobre colesterol usaram macadâmia sem espécie informada, com poucos participantes e duração de quatro a cinco semanas (Garg e colegas, 2003; Griel e colegas, 2008).

Cachorro Pode Comer Macadâmia?

Não, porque em cães a macadâmia provocou fraqueza, vômito, tremores e elevação da temperatura do corpo, em geral nas primeiras 12 horas, com recuperação em um a dois dias (Hansen e colegas, 2000). Se o cão comer macadâmia, procure o veterinário e informe a quantidade aproximada ingerida.

Referências

13 Referências Citadas

Nível de Evidência: 🥇 Alto

Baseado em 13 Referências Citadas (8 Peer-Reviewed, 2 Institucionais, 3 Complementares).

Ver Todas as 13 Referências Citadas

Estudos Científicos Peer-Reviewed (8)

  1. PMC2019 Nock CJ, Hardner CM, Montenegro JD, Ahmad Termizi AA, Hayashi S, Playford J, Edwards D, Batley J. Wild origins of macadamia domestication identified through intraspecific chloroplast genome sequencing. Frontiers in Plant Science. 2019;10:334. doi:10.3389/fpls.2019.00334. Disponível em: pmc.ncbi.nlm.nih.gov.
  2. DOI2009 Pisanu PC, Gross CL, Flood L. Reproduction in wild populations of the threatened tree Macadamia tetraphylla: interpopulation pollen enriches fecundity in a declining species. Biotropica. 2009;41(3):391-398. doi:10.1111/j.1744-7429.2008.00484.x. Disponível em: doi.org.
  3. PMC2022 Niu Y, Li G, Ni S, He X, Zheng C, Liu Z, Gong L, Kong G, Li W, Liu J. The chromosome-scale reference genome of Macadamia tetraphylla provides insights into fatty acid biosynthesis. Frontiers in Genetics. 2022;13:835363. doi:10.3389/fgene.2022.835363. Disponível em: pmc.ncbi.nlm.nih.gov.
  4. DOI2003 Garg ML, Blake RJ, Wills RB. Macadamia nut consumption lowers plasma total and LDL cholesterol levels in hypercholesterolemic men. The Journal of Nutrition. 2003;133(4):1060-1063. doi:10.1093/jn/133.4.1060. Disponível em: doi.org.
  5. DOI2008 Griel AE, Cao Y, Bagshaw DD, Cifelli AM, Holub B, Kris-Etherton PM. A macadamia nut-rich diet reduces total and LDL-cholesterol in mildly hypercholesterolemic men and women. The Journal of Nutrition. 2008;138(4):761-767. doi:10.1093/jn/138.4.761. Disponível em: doi.org.
  6. DOI2015 Dailey A, Vuong QV. Effect of extraction solvents on recovery of bioactive compounds and antioxidant properties from macadamia (Macadamia tetraphylla) skin waste. Cogent Food and Agriculture. 2015;1(1):1115646. doi:10.1080/23311932.2015.1115646. Disponível em: doi.org.
  7. PMC2022 Kabasser S, Pratap K, Kamath S, Taki AC, Dang T, Koplin J, et al. Identification of vicilin, legumin and antimicrobial peptide 2a as macadamia nut allergens. Food Chemistry. 2022;370:131028. doi:10.1016/j.foodchem.2021.131028. Disponível em: pmc.ncbi.nlm.nih.gov.
  8. PMC2000 Hansen SR, Buck WB, Meerdink G, Khan SA. Weakness, tremors, and depression associated with macadamia nuts in dogs. Veterinary and Human Toxicology. 2000;42(1):18-21. PMID: 10670081. Disponível em: pubmed.ncbi.nlm.nih.gov.

Fontes Institucionais (2)

  1. GOV1983 Hamilton RA, Ito PJ, Chia CL. Macadamia: Hawaii’s dessert nut. Honolulu: College of Tropical Agriculture and Human Resources, University of Hawaii; 1983. (Circular 485). Disponível em: ctahr.hawaii.edu.
  2. GOV2019 U.S. Department of Agriculture, Agricultural Research Service (USDA). FoodData Central: Nuts, macadamia nuts, raw (SR Legacy, FDC ID 170178). 2019. Disponível em: fdc.nal.usda.gov.

Leituras Complementares (3)

  1. Plants of the World Online (POWO). Macadamia tetraphylla L.A.S.Johnson. Royal Botanic Gardens, Kew. Disponível em: powo.science.kew.org.
  2. PlantNET. Macadamia tetraphylla L.A.S.Johnson. New South Wales Flora Online. Sydney: Royal Botanic Gardens and Domain Trust. Disponível em: plantnet.rbgsyd.nsw.gov.au.
  3. NSW Environment and Heritage. Rough-shelled Bush Nut (Macadamia tetraphylla): threatened species profile. Disponível em: threatenedspecies.bionet.nsw.gov.au.

Este conteúdo foi útil?

O que você achou deste artigo?

Continue Lendo Neste Tópico

Pode Interessar