A mostarda-branca, conhecida cientificamente como Sinapis alba, é uma planta herbácea anual da família Brassicaceae, a mesma da couve e do brócolis. Suas sementes pequenas e amarelo-pálidas dão origem a um dos condimentos mais consumidos do mundo, com sabor picante moderado e aroma característico, presente em pastas, molhos e conservas de diversos países.
Originalmente associada ao Mediterrâneo e à Ásia Ocidental, a espécie se espalhou por regiões de clima temperado em vários continentes graças à fácil adaptação e ao ciclo rápido de cultivo. Além do uso culinário, a planta carrega uma longa história em tradições populares, que empregam sementes e preparados tópicos para desconfortos musculares e respiratórios, o que sustenta o interesse contínuo em seus compostos bioativos.
Sumário do Artigo
- O Que É a Mostarda-Branca (Sinapis alba)?
- História e Origem da Mostarda-Branca
- Fitoquímicos e Compostos Ativos
- Benefícios da Mostarda-Branca Para a Saúde
- Como Usar a Mostarda-Branca
- Como Preparar o Cataplasma de Mostarda-Branca
- Contraindicações e Efeitos Colaterais
- A Mostarda-Branca na Culinária Mundial
- Cultivo da Mostarda-Branca
- Usos Agrícolas: Adubação Verde e Biofumigação
- O Óleo de Mostarda-Branca: Extração e Usos
- A Mostarda no Simbolismo e na Cultura
- Perguntas Frequentes sobre Mostarda-Branca
O Que É a Mostarda-Branca (Sinapis alba)?
Características Botânicas Essenciais
A Sinapis alba completa o ciclo de vida em um ano e pode atingir cerca de um metro de altura, com caule ereto e ramificado que por vezes apresenta tons avermelhados. O sistema radicular é pivotante, com raiz principal que penetra mais fundo no solo e favorece tolerância relativa a curtos períodos de seca. Folhas basais maiores formam roseta, enquanto folhas superiores são menores e menos recortadas, e toda a parte aérea da planta apresenta pelos finos que deixam o toque áspero.
O nome alba vem do latim e alude à coloração pálida das sementes, ainda que o tom final seja mais amarelo-claro do que branco propriamente dito. Esse detalhe diferencia a espécie de variedades de grãos escuros, como a mostarda-negra.
Flores, Frutos e Sementes
As flores amarelas se agrupam em racemos terminais que podem reunir entre 20 e 40 flores hermafroditas, com a estrutura típica das Brassicaceae: quatro pétalas em cruz, quatro sépalas e seis estames. A polinização é feita principalmente por abelhas e moscas durante primavera e verão.
Os frutos são síliquas, vagens alongadas que, ao secarem, guardam de quatro a oito sementes esféricas, claras e aromáticas. Essas sementes são a parte mais aproveitada da planta, tanto na cozinha quanto em preparados tradicionais.
História e Origem da Mostarda-Branca
Evidências Antigas e Mundo Clássico
Evidências arqueológicas indicam uso de mostarda há milênios, com sementes encontradas em contextos funerários no Egito e em assentamentos da Idade do Bronze. Na Antiguidade, gregos e romanos aproveitaram o sabor e também aplicações tradicionais da planta, com menções atribuídas a Pitágoras e descrições de Plínio, o Velho, sobre usos variados em seus registros. Esse acúmulo histórico ajuda a explicar a permanência do condimento como item recorrente em dietas europeias.
Idade Média, Mosteiros e Dijon
Na Idade Média, o cultivo se consolidou na Europa, e os mosteiros ajudaram a disseminar técnicas de plantio, secagem e preparo de pastas. Com o tempo, alguns centros de produção se tornaram referência comercial, e a cidade francesa de Dijon ganhou destaque histórico nesse cenário. Embora a mostarda de Dijon moderna utilize sobretudo sementes de mostarda-negra, a tradição medieval de moer grãos, combinar com líquidos ácidos e deixar maturar o sabor consolidou um padrão culinário que atravessou séculos.
Fitoquímicos e Compostos Ativos
Glicosinolatos, Sinalbina e Mirosinase
O principal grupo de compostos associados à mostarda-branca é o dos glicosinolatos, com destaque para a sinalbina presente nas sementes. Quando o grão é esmagado e entra em contato com água, a enzima mirosinase é ativada e hidrolisa a sinalbina, formando derivados isotiocianatos, principalmente o isotiocianato de 4-hidroxibenzila. Esse processo explica a picância, o aroma e parte do efeito rubefaciente observado em usos tópicos tradicionais, sempre dependente de preparo e tempo de contato.
Perfil Nutricional e Outros Componentes
Além dos glicosinolatos, as sementes oferecem ácidos graxos, como frações associadas a ômega-3, além de fibras e proteínas, variando conforme cultivo e processamento. Minerais como magnésio, manganês e selênio também são citados em composições de sementes e reforçam o interesse como alimento funcional em pequenas quantidades. Ainda assim, o valor nutricional não elimina o potencial irritante de preparações concentradas, o que exige moderação no consumo e prudência em aplicações na pele.
Benefícios da Mostarda-Branca Para a Saúde
A mostarda-branca é reconhecida na tradição popular por propriedades rubefacientes, expectorantes e digestivas, atribuídas sobretudo aos glicosinolatos das sementes. A ciência começa a investigar parte desses usos ancestrais, mas os resultados ainda são preliminares e não substituem orientação médica em quadros de saúde relevantes. A seguir, veja os principais usos tradicionais e o que sustenta cada um deles.
Alívio de Dores Musculares e Articulares
Em aplicações tradicionais, a mostarda-branca é usada como rubefaciente, pois pode aumentar a circulação local e gerar sensação de calor quando aplicada corretamente sobre um pano. Esse aquecimento costuma ser associado a relaxamento de musculatura tensa e alívio temporário de desconfortos, como dor lombar, rigidez e queixas articulares. O efeito depende de concentração, tempo de aplicação e sensibilidade individual, e o uso excessivo pode causar irritação importante.
Cataplasmas são preparados com pó de semente e água morna, aplicados por curto período para evitar bolhas e queimaduras. A barreira de tecido reduz o contato direto com a pele e ajuda a controlar a intensidade do estímulo. Em dores persistentes, febre ou limitação funcional relevante, a mostarda não substitui avaliação clínica, pois lesões musculares, inflamações articulares e problemas de coluna podem exigir diagnóstico e condutas específicas.
Suporte ao Sistema Respiratório
A mostarda-branca é descrita como expectorante em usos caseiros, com foco em ajudar a soltar muco e aliviar congestão em gripes e resfriados. Em algumas tradições, o emplastro no peito é utilizado para aquecer a região e favorecer conforto respiratório, sempre com tempo limitado e barreira de pano. Outra prática citada é inalar vapor de água quente com sementes, buscando desobstrução nasal e sensação de alívio.
Sintomas como dor torácica, falta de ar, febre alta ou chiado intenso exigem atenção médica, pois podem indicar complicações que não respondem a medidas caseiras. Em crianças pequenas e pessoas com asma, o risco de irritação e sensibilização é maior, e o uso deve ser evitado sem orientação. A mostarda pode ajudar no conforto, mas não substitui tratamento quando há infecção bacteriana ou crise respiratória significativa.
Melhora da Saúde Digestiva
O consumo moderado de mostarda como condimento pode estimular a salivação, etapa importante no início da digestão e no preparo da boca para o alimento. Em tradições culinárias e caseiras, esse estímulo é descrito como intenso, chegando a ser mencionado como aumento de salivação em até oito vezes, embora a resposta varie. Também se associa a maior produção de sucos gástricos em algumas pessoas, o que pede pequenas quantidades para evitar irritação e refluxo.
Em tradição popular, pequenas porções antes das refeições são citadas para prevenir indigestão e apoiar o trânsito intestinal, mas a resposta é individual e depende da dieta como um todo. Pessoas com gastrite ativa, úlcera ou histórico de irritação gastrointestinal devem observar a tolerância, pois a picância pode piorar sintomas. Se houver dor persistente, sangue nas fezes ou vômitos, a prioridade deve ser avaliação médica e investigação apropriada.
Ação Antioxidante e Anti-Inflamatória
Derivados de glicosinolatos e outros componentes das sementes são investigados por atividade antioxidante, associada à neutralização de radicais livres e à proteção celular. Esse interesse se conecta a hipóteses sobre suporte a longo prazo contra processos ligados ao envelhecimento e à inflamação crônica. Embora existam estudos preliminares, o impacto prático depende do padrão alimentar, da quantidade consumida e do preparo, e não deve ser interpretado como efeito terapêutico garantido em qualquer doença.
Em abordagem realista, a mostarda-branca pode compor uma dieta variada como condimento, somando sabor e pequenos aportes de compostos bioativos. Contudo, a mesma reatividade que dá picância também explica por que preparações concentradas irritam pele e mucosas. Por isso, o benefício potencial deve caminhar lado a lado com moderação, escolha de produto de boa procedência e atenção a contraindicações, especialmente em grupos sensíveis.
Como Usar a Mostarda-Branca
Uso Culinário e Mostarda Preparada
O uso mais conhecido da mostarda-branca é culinário, em que sementes inteiras, moídas ou em pasta temperam sanduíches, molhos e marinadas. A mostarda amarela popular nos Estados Unidos costuma usar sementes de Sinapis alba combinadas com vinagre, sal e cúrcuma, o que resulta em sabor suave e cor intensa. Em casa, a moagem e a maturação por alguns dias ajudam a arredondar o sabor e equilibrar acidez e picância.
Sementes Inteiras, Conservas e Tadka
Sementes inteiras são comuns em conservas, curtidos e picles, pois liberam picância gradual e trazem textura crocante. Em culinárias do sul da Ásia, as sementes são aquecidas em óleo para estalar e liberar aroma, prática conhecida como tadka, antes de serem adicionadas a curries e pratos de vegetais. Esse aquecimento muda o perfil aromático e cria notas tostadas, mantendo a mostarda como tempero funcional em pequenas quantidades.
Cataplasma, Banhos e Inalação
Em uso tradicional, cataplasmas são preparados com pó de semente e água morna, aplicados sobre um pano e posicionados na área desejada por curto tempo, geralmente 15 a 20 minutos. Banhos com pequena quantidade de pó podem ser usados para sensação de aquecimento corporal, e a inalação de vapor é citada para desconfortos nasais. Em qualquer preparo, a cautela é indispensável para evitar irritação e queimaduras, sobretudo em pele sensível.
Como Preparar o Cataplasma de Mostarda-Branca
O cataplasma é a forma tradicional mais usada da mostarda-branca para conforto muscular e respiratório. Siga os passos abaixo para reduzir o risco de queimaduras e irritação.
- Em uma tigela, misture duas colheres de sopa de pó de semente de mostarda-branca com água morna até formar uma pasta espessa e homogênea.
- Espalhe a pasta sobre um pedaço de pano de algodão ou linho e dobre o tecido para que ela fique contida dentro dele, sem contato direto com a pele.
- Posicione o pano na área desejada, como peito, costas ou articulação dolorida, e evite aplicar a pasta diretamente sobre a pele em qualquer hipótese.
- Mantenha o cataplasma por no máximo 15 a 20 minutos e retire imediatamente se sentir ardor intenso.
- Observe a pele após a remoção; uma leve vermelhidão é esperada, mas bolhas ou dor persistente pedem suspensão do uso e avaliação médica.
Contraindicações e Efeitos Colaterais
O uso da mostarda-branca exige cuidados, tanto por via oral quanto tópica. O consumo excessivo pode causar diarreia, dor de estômago e náusea, por isso a moderação é fundamental, sobretudo para quem já tem gastrite, refluxo ou úlcera.
Na pele, o cataplasma nunca deve ser aplicado diretamente, sem barreira de tecido, e o tempo de exposição deve respeitar o limite de 15 a 20 minutos, pois o contato prolongado pode causar bolhas, irritação severa e queimaduras. Crianças pequenas, gestantes e lactantes devem evitar o uso medicinal da mostarda-branca sem orientação profissional, e pessoas com pele sensível ou asma merecem cautela redobrada em qualquer aplicação tópica ou inalação de vapor.
A Mostarda-Branca na Culinária Mundial
A influência da mostarda-branca na gastronomia é ampla e diversificada. Na Europa, além da mostarda amarela mais conhecida, as sementes temperam pratos de carne, sobretudo porco e coelho, e, na Alemanha, aparecem inteiras em preparações de repolho e em algumas salsichas.
Na culinária asiática, especialmente na Índia e no Nepal, as sementes de mostarda são tempero essencial, e o óleo extraído delas é meio de cozimento valorizado por seu sabor pungente e aroma característico. As folhas jovens da planta também são consumidas como verdura, cozidas em pratos conhecidos como saag.
Nos Estados Unidos, a mostarda amarela é ícone cultural e condimento indispensável em cachorros-quentes, hambúrgueres e sanduíches, com a cor vibrante vindo não só das sementes, mas também da adição de cúrcuma. Essa versatilidade explica por que a mostarda-branca se adapta e enriquece tradições culinárias tão distintas ao redor do mundo.
Cultivo da Mostarda-Branca
Condições de Plantio e Crescimento
A mostarda-branca se adapta a diferentes solos, mas tende a preferir terreno bem drenado e fértil, com pH aproximado entre 6,0 e 7,5. Em climas temperados, a semeadura é comum na primavera, e, onde o inverno é mais ameno, pode ocorrer também no outono. As sementes são plantadas a 1 ou 2 centímetros de profundidade e germinam rápido, frequentemente em menos de uma semana, favorecendo crescimento vigoroso e boa competição com ervas daninhas. A irrigação costuma ser necessária apenas em períodos de seca prolongada, sobretudo durante a floração e a formação das sementes.
Colheita, Secagem e Armazenamento
A colheita costuma ocorrer quando as síliquas ficam amareladas e secas, antes de abrirem e dispersarem as sementes. As plantas são cortadas, secas por completo e, depois, as sementes são separadas por trilha e peneiração. Em armazenamento, recipientes bem fechados, longe de umidade e calor, preservam o aroma e reduzem o risco de mofo. Em uso culinário, moer as sementes perto do preparo mantém a potência sensorial, enquanto a moagem antecipada tende a perder intensidade.
Usos Agrícolas: Adubação Verde e Biofumigação
Cobertura do Solo e Matéria Orgânica
Na agricultura, a mostarda-branca é utilizada como cultura de cobertura e adubo verde por crescer rapidamente e formar folhagem densa, o que ajuda a suprimir ervas daninhas. Quando a planta é incorporada ao solo, a decomposição adiciona matéria orgânica, melhora a estrutura, aumenta a retenção de água e contribui para a aeração. A raiz pivotante também pode ajudar na descompactação de camadas mais profundas, favorecendo o preparo do solo para culturas subsequentes.
Biofumigação e Controle de Patógenos
Outro uso agrícola importante é a biofumigação, em que a decomposição de tecidos ricos em glicosinolatos libera isotiocianatos no solo. Esses compostos são associados a efeito biocida e podem contribuir para reduzir a pressão de fungos, nematoides e outros patógenos, funcionando como alternativa parcial a fumigantes químicos. O resultado depende do manejo, da quantidade de biomassa incorporada e das condições do solo. Mesmo assim, o método é valorizado por integrar práticas de agricultura sustentável.
O Óleo de Mostarda-Branca: Extração e Usos
Extração e Empregos na Alimentação
O óleo de Sinapis alba pode ser obtido por prensagem a frio ou por extração com solventes, e a versão prensada a frio tende a preservar mais aroma e compostos sensoriais, além de exibir cor amarela clara. Em algumas culinárias, o óleo é usado para frituras e temperos, com sabor geralmente mais suave do que óleos derivados de mostardas mais pungentes. Ainda assim, a escolha do produto deve considerar padrões regulatórios e composição, pois nem todo óleo de mostarda é indicado para consumo em todos os países.
Ácido Erúcico e Segurança
Um ponto de atenção em óleos de mostarda é o teor de ácido erúcico, que, em níveis altos, pode ser indesejável para consumo frequente. Por essa razão, algumas regiões restringem a comercialização alimentar de certos óleos e estimulam o uso de variedades com baixo teor desse ácido graxo. Ao comprar, priorize produtos explicitamente destinados à alimentação e observe rotulagem e origem. Em caso de dúvida, limitar o uso e preferir óleos comuns de cozinha reduz risco desnecessário.
Aplicações Industriais e Cosméticas
Além da cozinha, o óleo de mostarda-branca é citado em aplicações industriais, incluindo a produção de biodiesel e o uso como componente em formulações com propriedades lubrificantes. Na cosmética, aparece em óleos de massagem e produtos capilares por associação a sensação de aquecimento e efeito emoliente, embora possa irritar peles sensíveis. Nessas aplicações, a diluição e o teste em pequena área são práticas prudentes, e o uso contínuo deve respeitar a tolerância individual e as recomendações do fabricante.
A Mostarda no Simbolismo e na Cultura
A semente de mostarda carrega forte simbolismo no cristianismo por sua menção no Novo Testamento, na parábola do grão de mostarda, em que o Reino dos Céus é comparado a uma semente pequena capaz de crescer e se tornar uma grande planta. A imagem reforça o contraste entre origem diminuta e expansão expressiva, tornando a semente metáfora de potencial e transformação, um sentido que se difundiu para além do contexto religioso e aparece em discursos culturais sobre perseverança e crescimento construído no tempo.
Em diferentes culturas, a mostarda também se associa a energia e vigor pela natureza picante e pela sensação de calor que pode provocar. Essa leitura simbólica reforça usos tradicionais em dias frios e em aplicações rubefacientes, como emplastros e banhos, mesmo quando o objetivo é apenas conforto. A combinação entre alimento cotidiano, planta de cultivo simples e forte presença em relatos históricos explica por que a mostarda permanece como item culturalmente marcante.
Perguntas Frequentes sobre Mostarda-Branca
Qual a Diferença Entre Mostarda-Branca e Mostarda-Negra?
A diferença principal está na espécie e na intensidade do sabor, pois a mostarda-branca (Sinapis alba) tende a ser mais suave, com sementes amarelo-pálidas e picância moderada. Já a mostarda-negra (Brassica nigra) apresenta sementes escuras e costuma gerar compostos mais pungentes após a hidrólise, resultando em ardor mais forte. Na prática culinária, isso influencia o tipo de molho, o perfil aromático e a tolerância em pessoas sensíveis.
Qual a Diferença Entre Mostarda-Branca e Mostarda de Dijon?
A mostarda de Dijon não é uma espécie botânica, e sim um estilo de preparo originado na região francesa de Dijon, tradicionalmente feito com sementes de mostarda-negra ou parda combinadas com verjus ou vinho branco. A mostarda-branca, por sua vez, é a espécie Sinapis alba, de sabor mais suave, usada sobretudo na mostarda amarela tipo americana. Ou seja, uma se refere à planta e a outra a uma tradição regional de preparo, embora as duas possam se cruzar em algumas receitas.
É Seguro Comer Sementes de Mostarda-Branca Todos os Dias?
Em geral, o consumo moderado como condimento é seguro para a maioria das pessoas, especialmente quando usado em pequenas porções em sanduíches, molhos e marinadas. O problema costuma surgir com o excesso, pois a picância pode irritar o estômago sensível e causar desconforto gastrointestinal, como náusea e diarreia. Quem tem gastrite, refluxo ou úlcera deve observar a tolerância e preferir quantidades menores, ajustando conforme os sintomas.
Cataplasma de Mostarda Pode Queimar a Pele?
Sim, pode, principalmente quando a pasta é aplicada diretamente na pele ou permanece por tempo prolongado. O preparo tradicional mais seguro usa um pano como barreira, controla a espessura da pasta e limita a aplicação a cerca de 15 a 20 minutos, retirando antes se houver ardor intenso. Pessoas com pele sensível devem ser ainda mais cautelosas, e o uso em crianças deve ser evitado. Se houver bolhas ou queimadura, suspenda o uso e procure orientação.
A Mostarda-Branca Ajuda a Emagrecer?
Não há evidência robusta de que a mostarda-branca cause perda de peso significativa por si só, embora alguns relatos mencionem estímulo sensorial e pequenas mudanças em apetite e digestão. Como condimento, ela pode ajudar a tornar refeições mais palatáveis com pouco acréscimo calórico, o que é útil em dietas equilibradas. Ainda assim, o emagrecimento depende de padrão alimentar, sono, atividade física e, quando necessário, acompanhamento profissional, não de um ingrediente isolado.
Como Posso Fazer Mostarda Caseira?
Mostarda caseira pode ser feita moendo sementes de mostarda-branca e misturando com um líquido ácido, como vinagre, além de água e sal, ajustando a textura ao gosto. Cúrcuma, mel e especiarias podem ser adicionados para cor e perfil aromático, e a mistura costuma ganhar equilíbrio depois de maturar alguns dias na geladeira. A moagem mais fina intensifica a picância, enquanto grãos quebrados criam textura. Usar utensílios limpos e armazenar refrigerado ajuda na segurança.
A Mostarda-Branca Contém Glúten?
As sementes de mostarda-branca são naturalmente isentas de glúten, mas produtos industrializados podem conter ingredientes adicionados ou sofrer contaminação cruzada. Vinagre de malte, amidos e espessantes podem introduzir risco para pessoas com doença celíaca ou sensibilidade. Por isso, a leitura do rótulo é importante, especialmente quando há declaração de contém ou pode conter. Em caso de dúvida, prefira marcas certificadas ou versões caseiras com ingredientes controlados.
Posso Usar Óleo de Mostarda Para Cozinhar?
O óleo de mostarda é tradicional em algumas culinárias, mas a segurança depende do teor de ácido erúcico e das regras locais de comercialização para uso alimentar. Em regiões onde o produto é regulamentado, existem opções próprias para consumo, inclusive com baixo teor de ácido erúcico. Ao escolher, verifique rotulagem, origem e indicação de uso culinário. Se houver incerteza, usar óleos comuns de cozinha e manter a mostarda em pasta como condimento pode ser a alternativa mais segura.
Quais os Benefícios da Mostarda-Branca Para a Pele?
Em tradições caseiras, a mostarda-branca é citada por efeito rubefaciente, capaz de aumentar a circulação local e gerar aquecimento quando aplicada corretamente sobre um pano, o que pode aliviar desconfortos musculares e, indiretamente, melhorar a sensação na pele. Ao mesmo tempo, o potencial irritante é alto, e o uso cosmético direto pode causar vermelhidão e queimaduras. Se houver intenção de uso tópico, a regra é diluir, evitar contato direto e testar em pequena área, priorizando orientação profissional.
A Mostarda-Branca Pode Ser Usada por Gestantes ou Crianças?
O uso medicinal da mostarda-branca, seja em cataplasma, banho ou inalação, deve ser evitado por gestantes, lactantes e crianças pequenas sem orientação profissional, já que a pele desses grupos costuma ser mais sensível e reativa. O uso culinário em pequenas quantidades, como condimento no dia a dia, tende a ser mais tolerado, mas qualquer dúvida sobre quantidade ou frequência deve ser esclarecida com um profissional de saúde.
Referências
Ver Todas as 10 Referências Citadas
Estudos Científicos Peer-Reviewed (4)
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