O blueberry, também conhecido como mirtilo, é o fruto de um arbusto perene do gênero Vaccinium, da família Ericaceae. Pequeno, de casca lisa e coloração que varia do azul ao roxo escuro, ganhou espaço muito além do apelo visual: o sabor equilibrado, a praticidade no consumo e o interesse científico crescente em torno dos seus compostos bioativos transformaram a fruta em uma referência quando o assunto é alimentação funcional.
Originário da América do Norte e hoje cultivado também na Europa, na Ásia e no sul do Brasil, o blueberry carrega uma longa história de uso alimentar. Um detalhe costuma gerar confusão: o blueberry comum reúne principalmente Vaccinium corymbosum, Vaccinium angustifolium e Vaccinium virgatum, enquanto Vaccinium myrtillus é o bilberry europeu, uma espécie próxima, mas distinta, com composição e histórico de uso próprios. Ambas pertencem ao mesmo gênero e compartilham parte do perfil de antocianinas, o que explica por que os dois nomes aparecem juntos com frequência.
Ao longo deste guia, o foco recai sobre a composição nutricional do blueberry, seus benefícios mais estudados, as formas de consumo e os cuidados que merecem atenção. A proposta é organizar o tema de forma clara e útil, apoiada em evidência científica e sem transformar a fruta em promessa absoluta. O valor do mirtilo está no conjunto: qualidade nutricional, praticidade e bom encaixe em uma rotina alimentar equilibrada.
Sumário do Artigo
- O Que É o Blueberry (Mirtilo)?
- Benefícios do Blueberry para a Saúde Cardiovascular
- Blueberry e a Saúde do Cérebro: Memória e Função Cognitiva
- Potencial do Blueberry no Controle do Diabetes e da Glicemia
- Propriedades Antioxidantes e Anti-Inflamatórias do Blueberry
- Blueberry na Saúde Ocular
- Blueberry na Perda de Peso e na Saúde Digestiva
- Propriedades do Blueberry Estudadas na Prevenção do Câncer
- Como Incluir o Blueberry na Alimentação
- Modo de Preparo: Smoothie de Blueberry
- Perguntas Frequentes Sobre o Blueberry (Mirtilo)
O Que É o Blueberry (Mirtilo)?

Origem, Espécies e Características do Fruto
O blueberry é uma fruta pequena e arredondada, com casca lisa e coloração que varia do azul ao roxo escuro. O sabor combina doçura com leve acidez, variando conforme a espécie e o ponto de maturação. Na superfície, é comum observar uma camada cerosa fina, chamada pruína (ou “bloom”), que ajuda a proteger o fruto e costuma indicar frescor quando bem preservada.
Entre as espécies mais cultivadas estão a highbush (Vaccinium corymbosum), que domina a produção comercial por gerar frutos maiores, a lowbush (Vaccinium angustifolium), que concentra mais sabor em frutos menores, e a rabbiteye (Vaccinium virgatum), mais tolerante ao calor. O bilberry europeu (Vaccinium myrtillus) é uma espécie relacionada, historicamente associada a estudos sobre visão noturna, mas com identidade botânica própria. No Brasil, o cultivo do blueberry vem crescendo, sobretudo no Sul, onde o clima oferece mais horas de frio, condição importante para o desenvolvimento da planta.
Composição Nutricional e Compostos Bioativos
Em 100 gramas, o blueberry costuma oferecer cerca de 57 calorias (o equivalente a aproximadamente 80 calorias por xícara), com cerca de 14,5 gramas de carboidratos e uma boa proporção de fibras, o que ajuda a explicar por que a fruta é considerada leve e de fácil encaixe em diferentes refeições. Entre os micronutrientes, destacam-se manganês, vitamina C e vitamina K1, além de quantidades menores de cobre, ferro, potássio e vitaminas A e E.
O traço mais distintivo do blueberry, porém, está nos seus fitoquímicos, sobretudo as antocianinas, flavonoides responsáveis pela cor azul-arroxeada intensa e por boa parte do potencial antioxidante e anti-inflamatório da fruta, discutido ao longo deste guia. O blueberry também contém outros polifenóis relevantes, como ácido elágico, kaempferol, pterostilbeno, quercetina e resveratrol, que atuam em conjunto com as antocianinas.
Benefícios do Blueberry para a Saúde Cardiovascular
Função Vascular, Óxido Nítrico e Pressão Arterial
A saúde cardiovascular é uma das áreas mais estudadas em relação ao blueberry. Um estudo publicado no American Journal of Clinical Nutrition observou que a ingestão de uma xícara de blueberries por dia, ao longo de seis meses, esteve associada a melhorias sustentadas na função vascular e na rigidez arterial em pessoas com síndrome metabólica. Parte desse efeito é atribuída à capacidade das antocianinas de favorecer a produção de óxido nítrico, molécula que ajuda a relaxar e dilatar os vasos sanguíneos, contribuindo para um fluxo sanguíneo mais eficiente e para uma pressão arterial mais estável.
Colesterol, Oxidação do LDL e Risco Cardiovascular
O consumo regular de blueberry também aparece associado à melhora de marcadores relacionados ao colesterol. Pesquisas indicam que a fruta pode contribuir para reduzir o colesterol LDL, sobretudo as partículas pequenas e densas mais associadas à aterosclerose, além de favorecer um leve aumento do colesterol HDL. Esse efeito é potencializado pela ação antioxidante dos compostos do blueberry, que ajudam a reduzir a oxidação do colesterol LDL, processo importante na formação de placas nas artérias que pode contribuir para eventos cardiovasculares. Parte desse efeito também é atribuída às fibras solúveis da fruta, que se ligam a moléculas de colesterol no intestino e podem reduzir sua absorção. Um estudo da Harvard School of Public Health observou que mulheres que consumiam mais de três porções semanais de blueberries e morangos apresentaram um risco 32% menor de infarto do miocárdio em comparação às que consumiam menos.
Ação Anti-Inflamatória e Proteção dos Vasos Sanguíneos
A inflamação crônica é outro fator de risco relevante para doenças cardíacas, e o blueberry é frequentemente descrito como um alimento de perfil anti-inflamatório. Estudos sugerem que seus compostos podem ajudar a reduzir marcadores inflamatórios, como a proteína C-reativa, e a modular vias associadas à inflamação. Ao atuar sobre estresse oxidativo e inflamação ao mesmo tempo, o blueberry contribui para um ambiente vascular mais protegido, o que reforça seu papel como parte de uma estratégia alimentar de suporte à saúde do coração, sempre associada a hábitos de vida saudáveis e acompanhamento médico regular.
Blueberry e a Saúde do Cérebro: Memória e Função Cognitiva
Antocianinas, Barreira Hematoencefálica e Plasticidade Sináptica
O cérebro tem alta demanda metabólica e é particularmente sensível ao estresse oxidativo, o que o torna vulnerável a danos relacionados à idade. As antocianinas do blueberry recebem destaque nesse contexto porque, em modelos experimentais, aparecem relacionadas à capacidade de atravessar a barreira hematoencefálica e se acumular em áreas ligadas à aprendizagem e à memória, como o hipocampo, onde podem favorecer a comunicação entre neurônios, processo conhecido como plasticidade sináptica.
Evidências em Estudos com Adultos e Declínio Cognitivo
Um estudo conduzido pela Universidade de Cincinnati e publicado no Journal of Agricultural and Food Chemistry avaliou o consumo diário de suco de blueberry em adultos mais velhos com declínio cognitivo leve. Após 12 semanas, os participantes apresentaram melhorias em testes de aprendizagem e memória, além de redução de sintomas depressivos, com exames de ressonância funcional sugerindo maior atividade cerebral durante tarefas cognitivas. O Nurses’ Health Study, que acompanhou mais de 16 mil mulheres, encontrou associação entre maior ingestão de blueberries e outras frutas ricas em flavonoides e um atraso estimado de até 2,5 anos no envelhecimento cognitivo percebido.
Estresse Oxidativo, Neuroinflamação e Fluxo Sanguíneo Cerebral
Os mecanismos discutidos são vários. As antocianinas e outros polifenóis do blueberry parecem atuar sobre o estresse oxidativo e a neuroinflamação, dois processos ligados ao envelhecimento cerebral e também estudados em condições neurodegenerativas, como Alzheimer e Parkinson, embora esses achados ainda estejam em estágio inicial e distantes de conclusões definitivas para humanos. Outro mecanismo em discussão é o possível aumento do fluxo sanguíneo cerebral associado ao consumo da fruta, o que poderia favorecer a oferta de oxigênio e nutrientes aos neurônios, além de evidências preliminares sobre estímulo à produção do fator neurotrófico derivado do cérebro (BDNF), proteína associada ao crescimento e à sobrevivência neuronal. Ainda assim, a literatura destaca que dose, duração e magnitude desses efeitos precisam ser melhor definidas em estudos com humanos.
Potencial do Blueberry no Controle do Diabetes e da Glicemia
Antocianinas e Sensibilidade à Insulina
O diabetes tipo 2 é uma condição metabólica marcada por resistência à insulina e glicemia elevada, e a alimentação é um fator central tanto na prevenção quanto no manejo do quadro. Estudos populacionais associam maior consumo de antocianinas, presentes em boa quantidade no blueberry, a menor risco de desenvolver diabetes tipo 2. Ensaios clínicos randomizados mostraram que o consumo regular da fruta pode contribuir para melhorar a sensibilidade à insulina em pessoas com sobrepeso, obesidade ou resistência insulínica, grupos que estão em maior risco para a doença. Em um desses estudos, participantes que consumiram um smoothie de blueberry diariamente por seis semanas apresentaram melhora na sensibilidade à insulina em comparação a um grupo placebo, sem outras mudanças na dieta ou no estilo de vida.
Absorção de Carboidratos e Resposta Glicêmica Pós-Prandial
Além do possível papel de suporte ao controle glicêmico, o blueberry tende a apresentar índice glicêmico relativamente baixo, o que significa que, em porções usuais, costuma provocar resposta glicêmica mais moderada do que alimentos ricos em açúcares livres. A presença de fibras reforça esse perfil ao desacelerar a digestão e tornar a absorção de carboidratos mais gradual. Estudos também sugerem que compostos do blueberry podem inibir parcialmente enzimas digestivas como a alfa-amilase e a alfa-glicosidase, retardando a quebra de carboidratos complexos em açúcares simples e contribuindo para picos glicêmicos mais suaves após as refeições. Esse conjunto de efeitos aponta para o blueberry como um alimento funcional interessante para quem busca mais estabilidade metabólica ao longo do dia, sempre como complemento de cuidado, e não como substituto de tratamento médico ou de orientação nutricional individualizada.
Propriedades Antioxidantes e Anti-Inflamatórias do Blueberry
Radicais Livres, Estresse Oxidativo e Capacidade Antioxidante
Boa parte dos benefícios atribuídos ao blueberry tem origem em suas propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias. O corpo está constantemente exposto ao estresse oxidativo, desequilíbrio entre a produção de radicais livres e a capacidade do organismo de neutralizá-los. O excesso desses radicais, favorecido por fatores como poluição, radiação ultravioleta e dieta inadequada, pode danificar células, proteínas e DNA, contribuindo para o envelhecimento precoce e para o desenvolvimento de diversas condições crônicas. O blueberry está entre as frutas com maior capacidade antioxidante conhecida (medida pelo índice ORAC), superando muitas outras frutas e vegetais comuns.
Antocianinas, Polifenóis e Modulação da Inflamação
O principal grupo antioxidante do blueberry é o das antocianinas, que atuam neutralizando radicais livres e ajudando a proteger a integridade celular. A fruta também contém vitamina C, vitamina E e outros flavonoides, como quercetina e kaempferol, que atuam em conjunto. Paralelamente, estudos in vitro e em animais sugerem que esses compostos podem modular vias inflamatórias, reduzindo a produção de citocinas pró-inflamatórias e a atividade de enzimas como a ciclo-oxigenase 2 (COX-2). Ao atuar sobre estresse oxidativo e inflamação crônica de baixo grau ao mesmo tempo, o blueberry ajuda a criar um ambiente interno mais equilibrado, o que sustenta boa parte dos benefícios discutidos nas demais seções deste guia.
Blueberry na Saúde Ocular
Antocianinas, Retina e Proteção Contra a Luz
A retina é um tecido metabolicamente ativo, muito exposto à luz e rico em ácidos graxos poli-insaturados, o que a torna especialmente vulnerável ao estresse oxidativo. As antocianinas do blueberry podem se acumular em tecidos oculares, incluindo a retina, onde ajudam a neutralizar radicais livres e a proteger as células fotorreceptoras do dano associado à exposição à luz, incluindo a luz azul emitida por telas. Dois carotenoides também presentes na fruta, luteína e zeaxantina, concentram-se na mácula, região da retina responsável pela visão de detalhes, onde ajudam a filtrar parte da luz azul. Esse mesmo perfil antioxidante é discutido como fator de proteção contra a formação de catarata, processo de opacificação do cristalino ligado ao estresse oxidativo acumulado ao longo dos anos.
Microcirculação e Visão Noturna
Historicamente, o extrato de bilberry, o parente europeu do blueberry, foi usado por pilotos da Força Aérea Britânica durante a Segunda Guerra Mundial como suposto auxílio à visão noturna. Embora essas alegações anedóticas careçam de forte comprovação científica moderna, a pesquisa atual oferece uma base mais sólida sobre os efeitos oculares da fruta, sobretudo ligados às antocianinas e à regeneração da rodopsina, pigmento visual importante para a adaptação à escuridão. Outra linha de interesse envolve a microcirculação, já que os polifenóis do blueberry podem contribuir para a integridade de pequenos vasos e capilares, o que também é discutido em relação à fadiga ocular associada a longas horas diante de telas. Os resultados em humanos ainda variam conforme o protocolo e a população estudada, mas o interesse permanece pela soma entre antioxidantes, circulação e proteção de tecidos delicados.
Blueberry na Perda de Peso e na Saúde Digestiva
Fibras, Saciedade e Controle do Peso
Com baixo teor calórico e boa densidade de nutrientes, o blueberry é uma escolha interessante para quem busca controlar o peso. Uma xícara da fruta contém cerca de 4 gramas de fibra dietética, o equivalente a cerca de 15% da ingestão diária recomendada. A fibra favorece a saciedade, ajuda a controlar o apetite e reduz a ingestão calórica total ao retardar o esvaziamento gástrico e a absorção de nutrientes. Estudos em modelos animais sugerem ainda que as antocianinas podem influenciar vias envolvidas no metabolismo de gorduras, embora mais pesquisas em humanos sejam necessárias para confirmar esse efeito de forma consistente.
Microbiota Intestinal e Efeito Prebiótico
Além da fibra em si, o blueberry é discutido como alimento com potencial prebiótico, já que parte de seus compostos e fibras pode servir de substrato para bactérias benéficas do intestino, como espécies dos gêneros Bifidobacterium e Lactobacillus. Um microbioma intestinal equilibrado favorece a digestão, a absorção de nutrientes e a função imunológica. A fibra também ajuda a regular o trânsito intestinal, prevenindo episódios de constipação e favorecendo a regularidade. Incluir blueberry em iogurtes, aveia, vitaminas ou lanches simples é uma forma prática de elevar o consumo de fibras sem tornar a dieta pesada.
Propriedades do Blueberry Estudadas na Prevenção do Câncer
Proteção do DNA e Estresse Oxidativo
A dieta é reconhecida como um fator modificável que pode influenciar o risco de desenvolvimento do câncer, e o blueberry, com sua concentração de ácido elágico, antocianinas, pterostilbeno e resveratrol, é objeto de pesquisa por seu possível papel preventivo. Um dos pontos centrais está na proteção contra o estresse oxidativo, já que radicais livres podem danificar o DNA e favorecer mutações associadas ao início de alguns processos tumorais. Ao ajudar a reduzir esse dano oxidativo, a fruta pode contribuir para um ambiente biológico menos propenso à instabilidade celular, especialmente dentro de uma dieta rica em vegetais variados.
Proliferação Celular, Apoptose e Limites das Evidências
Em estudos de laboratório, extratos de blueberry já foram associados à redução da proliferação de células tumorais e ao estímulo de apoptose (morte celular programada) em diferentes linhagens, em pesquisas sobre mama, cólon, próstata e pulmão, entre outros contextos. Parte dessa pesquisa também explora um possível efeito sobre a angiogênese, processo de formação de novos vasos sanguíneos que os tumores utilizam para se manter nutridos, mas esses resultados vêm majoritariamente de modelos in vitro e em animais, e ainda estão distantes de qualquer aplicação clínica comprovada em humanos. Os dados atuais reforçam a lógica de incluir o blueberry como parte de uma dieta variada e rica em frutas e vegetais, dentro de hábitos preventivos mais amplos. Ainda assim, o papel mais coerente do blueberry continua sendo alimentar e preventivo: a fruta pode melhorar a qualidade da dieta, mas não substitui rastreamento, diagnóstico, tratamento médico nem acompanhamento especializado em oncologia.
Como Incluir o Blueberry na Alimentação
Como Escolher e Armazenar Blueberries
Ao comprar blueberries frescos, prefira frutos firmes, roliços, com cor azul-arroxeada uniforme e a pruína (a camada esbranquiçada e cerosa) preservada, sinal de frescor e boa integridade. Evite frutas moles, enrugadas ou com sinais de mofo. Em casa, guarde-os na geladeira, sem lavar, em recipiente seco e ventilado, onde costumam durar até uma semana; lave apenas no momento do consumo. Para congelar, espalhe os frutos em camada única antes de transferir para um pote ou saco, o que ajuda a preservar a textura. O congelamento rápido preserva bem vitaminas e antocianinas, e a perda de qualidade tende a acontecer mais por descongelar e recongelar repetidamente do que pelo congelamento em si.
Formas Práticas de Consumo

O blueberry pode ser consumido fresco, congelado ou seco, além de aparecer em iogurtes, cereais matinais, saladas, bolos, muffins, panquecas, geleias e molhos. A indústria também oferece extratos, pós e cápsulas, mas o consumo da fruta inteira preserva a matriz natural do alimento, incluindo as fibras e a dinâmica digestiva que influencia saciedade e absorção. O suco de blueberry pode concentrar alguns nutrientes, mas costuma perder parte da fibra no processamento e muitas versões comerciais contêm açúcar adicionado; quando a opção for suco, vale escolher um 100% fruta e sem açúcares adicionados.
Modo de Preparo: Smoothie de Blueberry
Uma das formas mais práticas de consumir blueberry no dia a dia é em um smoothie simples, que pode ser preparado em poucos minutos:
- Adicione ao liquidificador 1 xícara de blueberries frescos ou congelados.
- Acrescente 1 copo de iogurte natural ou uma bebida vegetal de sua preferência.
- Inclua meia banana para dar cremosidade e doçura natural.
- Adicione 1 colher de sopa de sementes de chia ou linhaça para reforçar o teor de fibras.
- Bata todos os ingredientes até obter uma mistura homogênea e sirva em seguida.
Perguntas Frequentes Sobre o Blueberry (Mirtilo)
Qual É a Diferença Entre Blueberry e Mirtilo?
Não há diferença prática no uso comum: mirtilo é o nome em português da fruta conhecida internacionalmente como blueberry. Em algumas regiões do Brasil, a fruta também é chamada de uva-do-monte, embora blueberry e mirtilo sigam sendo os termos mais usados. É comum haver confusão com o bilberry europeu (Vaccinium myrtillus), espécie próxima mas distinta do blueberry comum; no dia a dia, porém, os termos blueberry e mirtilo costumam apontar para a mesma fruta.
Qual É a Quantidade Diária Recomendada de Blueberry?
Não existe uma dose única e obrigatória, mas boa parte dos estudos que associam a fruta a benefícios para a saúde trabalha com porções entre meia e uma xícara ao dia, o equivalente a cerca de 75 a 150 gramas. Na rotina real, o que costuma fazer diferença é a constância ao longo de semanas ou meses, dentro de uma alimentação equilibrada, mais do que o consumo isolado de uma grande quantidade em um único dia.
Blueberry Congelado Perde Nutrientes?
Em geral, não de forma relevante. O congelamento rápido usado comercialmente preserva bem o conteúdo de vitaminas e antocianinas, e em alguns casos pode até facilitar a liberação desses pigmentos, já que o processo rompe parte das estruturas celulares da fruta. A perda de qualidade tende a acontecer mais por descongelar e recongelar repetidamente, ou por armazenamento excessivo, do que pelo congelamento adequado em si.
Crianças Podem Consumir Blueberry?
Sim, o blueberry pode integrar a alimentação infantil como fruta nutritiva, rica em fibras e vitaminas, desde que a oferta respeite a fase da criança. Costuma ser introduzido a partir do início da alimentação complementar, por volta dos seis meses, mas o momento exato e a forma de oferta devem seguir a orientação do pediatra que acompanha a criança. Para os menores, vale amassar ou cortar os frutos ao meio para reduzir o risco de engasgo, além de observar a aceitação e a tolerância digestiva nas primeiras vezes em que a fruta for oferecida.
Blueberry Ajuda a Emagrecer?
O blueberry pode ajudar como parte de uma estratégia de emagrecimento porque é pouco calórico, fornece fibras e favorece a saciedade, além de funcionar bem como substituto de sobremesas ultraprocessadas. Ainda assim, o resultado depende do conjunto da rotina alimentar, da atividade física, do tamanho das porções e da consistência ao longo do tempo, e não do consumo isolado da fruta.
Existem Contraindicações para o Consumo de Blueberry?
O blueberry é seguro para a maioria das pessoas, mas quem tem alergia a frutas da família Ericaceae deve evitar. Outro ponto importante envolve a vitamina K presente na fruta, que pode exigir atenção em quem usa medicamentos anticoagulantes, como a varfarina; nesses casos, a recomendação costuma ser manter o consumo estável e conversar com o médico antes de mudanças bruscas na dieta. Em extratos ou suplementos concentrados, a cautela tende a ser ainda maior.
Comprar Blueberry Orgânico Faz Diferença?
Blueberries convencionais podem apresentar resíduos de pesticidas. Lavar bem as frutas ajuda a remover parte desses resíduos, mas optar por blueberries orgânicos é uma forma adicional de reduzir a exposição a esses produtos, dentro do orçamento e da disponibilidade de cada pessoa.
O Cozimento Destrói os Nutrientes do Blueberry?
O calor pode reduzir parte dos nutrientes mais sensíveis, como a vitamina C e algumas antocianinas. Mesmo assim, depois de assado ou cozido, como em tortas e muffins, o blueberry ainda retém boa parte de seus compostos benéficos e das fibras. Para aproveitar melhor o conjunto de nutrientes, vale alternar entre o consumo da fruta fresca e preparações cozidas.
Posso Cultivar Blueberry em Casa?
É possível, mas o cultivo pede solo ácido, boa drenagem e atenção à variedade escolhida, já que algumas exigem mais horas de frio para frutificar bem. O cuidado mais importante costuma estar na acidez do substrato e na escolha de cultivares compatíveis com o clima local. Com manejo correto, o cultivo doméstico pode funcionar bem em vasos ou pequenos espaços, mesmo fora das regiões tradicionalmente associadas à produção comercial.
Referências
Ver Todas as 15 Referências Citadas
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