Medicina Alternativa

10 Plantas Medicinais e Seus Benefícios Tradicionais

Descubra 10 plantas medicinais tradicionais, da camomila à babosa, com usos populares, compostos ativos e os cuidados essenciais para usar cada uma com segurança.

Por Conselho Editorial22 Min de Leitura
10 Referências
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Plantas Medicinais
Variedade de plantas medicinais frescas e secas organizadas artesanalmente, representando a diversidade da fitoterapia tradicional e seus métodos de preparo.

A busca por uma vida mais equilibrada tem levado muitas pessoas a redescobrir o poder da natureza. As plantas medicinais, usadas há milênios por diferentes culturas ao redor do mundo, representam um patrimônio de bem-estar e conhecimento popular repassado de geração em geração.

O uso de ervas para fins terapêuticos remonta às origens da civilização, quando os seres humanos dependiam quase exclusivamente dos recursos naturais disponíveis. Esse conhecimento tradicional é a base da fitoterapia moderna: hoje é possível isolar compostos ativos das plantas, estudar seus mecanismos de ação no organismo e investigar cientificamente usos que a sabedoria popular já reconhecia havia séculos.

Neste guia, apresentamos dez plantas medicinais amplamente usadas na tradição popular, da camomila à babosa, passando por gengibre, guaco e valeriana. Nenhuma delas substitui diagnóstico, acompanhamento ou tratamento médico; o uso tradicional descrito aqui é complementar e deve ser conversado com um profissional de saúde, especialmente por quem já toma medicamentos, está grávida, amamentando ou cuida de crianças pequenas.

Sumário do Artigo
  1. O Uso Tradicional das Plantas Medicinais
  2. Camomila (Matricaria chamomilla)
  3. Hortelã-Pimenta (Mentha piperita)
  4. Gengibre (Zingiber officinale)
  5. Guaco (Mikania glomerata)
  6. Espinheira-Santa (Maytenus ilicifolia)
  7. Boldo (Peumus boldus)
  8. Alecrim (Rosmarinus officinalis)
  9. Valeriana (Valeriana officinalis)
  10. Passiflora (Passiflora incarnata)
  11. Babosa (Aloe vera)
  12. Como Preparar Chá de Plantas Medicinais por Infusão
  13. Perguntas Frequentes sobre Plantas Medicinais

O Uso Tradicional das Plantas Medicinais

Ervas Medicinais (Plantas Medicinais)

As plantas medicinais são amplamente usadas em sociedades com menor acesso a medicamentos convencionais, por estarem prontamente disponíveis e serem mais baratas. Em muitos países há pouca regulação da medicina tradicional, mas a Organização Mundial da Saúde (OMS) coordena uma rede internacional para incentivar o uso seguro e racional dessas práticas. Boa parte das plantas medicinais é usada como apoio complementar a tratamentos convencionais, nunca como substituto deles.

A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação estimou em 2002 que mais de 50 mil plantas medicinais são usadas no mundo, enquanto o Royal Botanic Gardens, de forma mais conservadora, calculou em 2016 que 17.810 espécies têm uso medicinal documentado, entre cerca de 30 mil com algum tipo de uso registrado. A seguir, conheça dez dessas plantas e seus usos tradicionais.

Camomila (Matricaria chamomilla)

A camomila é uma das plantas medicinais mais populares do mundo. Originária da Europa e da Ásia Ocidental, a Matricaria chamomilla tem histórico de uso que atravessa civilizações: os antigos egípcios associavam a planta ao deus Rá e a usavam para febre e insolação, enquanto gregos e romanos a empregavam para distúrbios digestivos, inflamações e feridas.

A eficácia da camomila está ligada à sua composição em óleos essenciais e flavonoides. Entre os compostos mais estudados estão o alfa-bisabolol, associado a propriedades anti-inflamatórias, cicatrizantes e antimicrobianas, e a apigenina, um flavonoide que se liga a receptores cerebrais e é relacionado a um efeito calmante suave, o que explica seu uso tradicional como auxílio para dormir. A matricina e o camazuleno também contribuem para seu perfil anti-inflamatório e antiespasmódico.

O uso mais conhecido da camomila é como calmante leve, tradicionalmente associado ao alívio da insônia e de sintomas leves de ansiedade; quadros persistentes ou diagnosticados de ansiedade exigem avaliação médica, e a camomila não substitui esse acompanhamento. Suas propriedades antiespasmódicas também são tradicionalmente associadas ao sistema digestivo, no alívio de cólicas, espasmos, indigestão e gases. Por via tópica, em compressas ou cremes, a camomila é usada para conforto em irritações leves da pele, como as associadas a eczema e dermatite, sempre com avaliação dermatológica em casos persistentes. A forma mais comum de uso é o chá, por infusão das flores secas, mas a planta também está disponível em extratos, óleos essenciais e pomadas. Pessoas sensíveis a plantas da família Asteraceae, como ambrósia e crisântemo, podem apresentar reações alérgicas à camomila. Por conter cumarinas naturais e ter ação calmante leve, a camomila pode ainda somar efeito ao de anticoagulantes e ao de medicamentos sedativos, e quem usa esses remédios de forma contínua deve conversar com um médico antes de consumi-la com regularidade. Gestantes e lactantes devem consultar um profissional de saúde antes do uso.

Hortelã-Pimenta (Mentha piperita)

Hortelã-pimenta - Mentha piperita

A hortelã-pimenta, de aroma inconfundível e sabor refrescante, está entre as ervas mais versáteis usadas no mundo, tanto na culinária quanto na medicina popular. Resultado do cruzamento entre Mentha aquatica e Mentha spicata, seu uso é registrado desde o Egito Antigo, e gregos e romanos já a valorizavam por suas propriedades digestivas e aromáticas.

O óleo essencial da hortelã-pimenta é rico em mentol e mentona. O mentol é o principal responsável pela sensação de resfriamento e pelo efeito analgésico da planta, atuando nos receptores de frio da pele e das mucosas sem alterar de fato a temperatura, o que gera alívio em dores musculares leves e dores de cabeça. O cineol contribui com ação expectorante, e diversos flavonoides somam propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias.

Os benefícios da hortelã-pimenta são mais estudados no sistema digestivo: a planta tem uso tradicional e é estudada como apoio complementar em quadros leves de síndrome do intestino irritável, sempre sob orientação médica, ajudando a relaxar a musculatura do trato gastrointestinal. O chá de hortelã-pimenta após as refeições é uma prática popular para apoiar a digestão. Seu efeito analgésico é tradicionalmente associado ao alívio de dores de cabeça tensionais, especialmente quando o óleo essencial diluído é aplicado nas têmporas. Na respiração, a inalação do vapor ou o uso do óleo em difusores é tradicionalmente associado ao desconforto leve de resfriados e sinusite; bronquite e outras infecções respiratórias mais sérias exigem diagnóstico e tratamento médico. É preciso cautela com o óleo essencial puro, que deve ser sempre diluído; o consumo em excesso pode causar azia. Por relaxar o esfíncter que separa o esôfago do estômago, a hortelã-pimenta pode agravar sintomas em quem tem refluxo gastroesofágico ou hérnia de hiato, situações em que seu uso deve ser avaliado por um profissional de saúde. Crianças pequenas e bebês não devem usar produtos à base de hortelã-pimenta perto do rosto, pelo risco de espasmos respiratórios.

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Gengibre (Zingiber officinale)

O gengibre é uma especiaria e planta medicinal usada há mais de 5.000 anos, originária do Sudeste Asiático. Seu rizoma de sabor picante foi uma das primeiras especiarias exportadas da Ásia, tornando-se item de luxo no Império Romano. Na medicina tradicional chinesa e na Ayurveda indiana, o gengibre ocupa lugar central, associado ao equilíbrio digestivo e ao bem-estar geral.

O gingerol é o principal composto bioativo do gengibre, responsável pelo sabor picante e por boa parte de suas propriedades. Estudado por efeitos anti-inflamatórios e antioxidantes, o gingerol se transforma em shogaol e zingerona quando o gengibre é seco ou cozido, compostos também estudados em laboratório por possíveis efeitos analgésicos; achados sobre atividade anticâncer são preliminares e não confirmam benefício clínico em humanos.

O gengibre tem uso tradicional bem documentado no alívio de náuseas leves, incluindo enjoo de viagem; para enjoos matinais da gravidez e para náuseas associadas à quimioterapia, o uso deve ser sempre avaliado por um médico ou pela equipe oncológica responsável, nunca por conta própria. É também estudado por possível apoio ao desconforto articular leve, mas artrite e osteoartrite diagnosticadas exigem acompanhamento médico específico. Como digestivo, o gengibre é tradicionalmente associado ao alívio do inchaço e do desconforto após as refeições, por estimular o esvaziamento gástrico. Alguns estudos preliminares associam o gengibre a possível apoio ao equilíbrio glicêmico e lipídico, mas isso não substitui diagnóstico, exames e tratamento médico para diabetes ou alterações de colesterol. Pode ser consumido fresco, seco em pó, em chás, sucos, cápsulas ou óleo. Pessoas com distúrbios de coagulação ou que usam anticoagulantes devem consultar um médico antes de usar gengibre regularmente, e o consumo excessivo pode causar desconforto gastrointestinal.

Guaco (Mikania glomerata)

O guaco, conhecido popularmente como erva do peito, é uma planta trepadeira nativa do Brasil, amplamente difundida na medicina popular por suas propriedades expectorantes e broncodilatadoras. Seu uso pelos povos indígenas da América do Sul é antigo, e a Mikania glomerata cresce espontaneamente em diversas regiões do país, sendo um dos fitoterápicos mais conhecidos pelos brasileiros, especialmente no outono e no inverno.

A cumarina é o principal composto ativo do guaco, associada à ação broncodilatadora que ajuda a relaxar a musculatura dos brônquios. Os ácidos cafeico e clorogênico contribuem com atividade antioxidante, e diversos flavonoides somam ação anti-inflamatória.

O guaco tem uso tradicional consolidado no alívio da tosse, especialmente a tosse produtiva, com catarro: atua como broncodilatador, facilitando a passagem do ar, e como expectorante, ajudando a fluidificar secreções. O xarope de guaco é distribuído pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no Brasil como parte da política de fitoterápicos oficiais. Além da tosse, o guaco é usado tradicionalmente para gripes, resfriados e sinusite. A forma mais comum de uso é o xarope, mas o chá das folhas também é popular. O guaco não deve ser usado por longos períodos sem orientação médica, pois a cumarina em excesso pode ter efeitos tóxicos no fígado. Grávidas, lactantes e pessoas que usam anticoagulantes devem evitar o guaco, pelo risco aumentado de sangramento.

Espinheira-Santa (Maytenus ilicifolia)

A espinheira-santa é uma árvore nativa do sul do Brasil, com folhas de bordas espinhosas e longa tradição de uso popular para o desconforto estomacal, especialmente na região sul do país. A Maytenus ilicifolia está entre os fitoterápicos mais prescritos no Brasil para apoio em distúrbios gastrointestinais leves.

Os principais compostos da espinheira-santa são taninos, polifenóis e triterpenos, como a friedelina. Os taninos formam uma camada protetora sobre a parede do estômago, os polifenóis têm ação antioxidante, e estudos preliminares apontam também possível ação anti-inflamatória e analgésica leve.

A espinheira-santa tem uso tradicional e é estudada por possível papel de apoio no desconforto gástrico, incluindo azia e sintomas leves de refluxo. Gastrite e úlcera péptica diagnosticadas exigem acompanhamento médico específico, e a planta não substitui esse tratamento nem deve ser usada para adiar uma avaliação. A forma mais comum de consumo é o chá das folhas secas, tomado antes das principais refeições. Também é encontrada em cápsulas e extratos. O uso da espinheira-santa é contraindicado para grávidas, pelo risco de efeito abortivo, e para lactantes, por poder reduzir a produção de leite. Pessoas com histórico de câncer de mama dependente de estrogênio também devem evitar seu uso.

Boldo (Peumus boldus)

O boldo-do-chile (Peumus boldus) é uma árvore originária da região andina do Chile, com folhas aromáticas de uso tradicional consagrado para apoio à digestão e ao fígado. É diferente do boldo brasileiro (Plectranthus barbatus), um arbusto com outro perfil de compostos, e os dois não devem ser usados para os mesmos fins.

O principal composto ativo do boldo-do-chile é a boldina, um alcaloide com ação colerética e colagoga: estimula a produção de bile pelo fígado e sua liberação pela vesícula biliar, o que apoia a digestão de gorduras. Óleos essenciais e flavonoides presentes na planta somam propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias.

O boldo tem uso tradicional mais conhecido no apoio à digestão após refeições gordurosas, aliviando a sensação de inchaço e mal-estar. Estudos preliminares de laboratório associam a boldina a possível ação de proteção das células do fígado, mas isso não autoriza usar o boldo para tentar neutralizar riscos de medicamentos ou substâncias tóxicas, uso que exige orientação médica. O chá das folhas secas, de sabor amargo, é a forma mais comum de consumo. O boldo-do-chile deve ser usado com moderação e por curtos períodos: seu uso contínuo ou em altas doses pode ser tóxico para o fígado, devido à presença de ascaridol em seu óleo essencial. Grávidas, lactantes e pessoas com obstrução das vias biliares ou doenças hepáticas graves não devem consumir boldo.

Alecrim (Rosmarinus officinalis)

O alecrim é um arbusto perene nativo da região do Mediterrâneo, com longa tradição de uso culinário e medicinal. Para gregos e romanos, a planta era associada à memória e à lealdade; na Idade Média, era queimado em ambientes com a crença de purificar o ar.

O alecrim é fonte de compostos antioxidantes e anti-inflamatórios, como o ácido carnósico, o ácido rosmarínico e o carnosol, além de óleos essenciais como cineol, cânfor e borneol, responsáveis pelo aroma característico da planta.

Um dos usos mais estudados do alecrim está ligado à cognição: a inalação de seu aroma é associada, em alguns estudos, a melhora no desempenho de tarefas de memória e no estado de alerta, possivelmente relacionada à inibição da quebra de acetilcolina, neurotransmissor ligado à memória. O alecrim também tem uso tradicional como digestivo, no alívio de indigestão e gases, e seus compostos antioxidantes são estudados por possível papel na proteção celular. Por via tópica, é tradicionalmente associado à melhora da circulação local e ao alívio de dores musculares leves. Pode ser usado fresco ou seco como tempero, em chás, ou como óleo essencial para aromaterapia e massagem. Embora seguro em quantidades culinárias, o consumo de grandes quantidades ou do óleo essencial puro pode ser tóxico. Grávidas e pessoas com pressão alta ou epilepsia devem usar o alecrim com cautela e sob orientação profissional.

Valeriana (Valeriana officinalis)

A valeriana é uma planta perene nativa da Europa e da Ásia, usada desde a Antiguidade como sedativo natural. Seu nome deriva do latim valere, ter saúde ou ser forte. Hipócrates e Galeno já prescreviam a raiz de valeriana para a insônia, e a planta foi usada na Inglaterra durante a Segunda Guerra Mundial para aliviar o estresse causado pelos ataques aéreos.

Os mecanismos de ação da valeriana ainda não são totalmente elucidados, mas acredita-se que seus efeitos calmantes se devam à interação de vários compostos da raiz, entre eles os ácidos valerênicos e os valepotriatos. A hipótese mais aceita é que esses compostos aumentem a disponibilidade do ácido gama-aminobutírico (GABA) no cérebro, o principal neurotransmissor inibitório do sistema nervoso central, favorecendo relaxamento e sono.

A valeriana tem uso tradicional e é estudada como apoio em quadros leves de insônia, ajudando a reduzir o tempo para adormecer e favorecendo um sono mais reparador, geralmente sem a sensação de torpor na manhã seguinte associada a alguns sedativos farmacêuticos. Também é usada tradicionalmente no alívio de sintomas leves de ansiedade, estresse e irritabilidade, e por algumas pessoas para cólicas menstruais e dores de cabeça tensionais. É consumida como chá da raiz seca, extratos, tinturas ou cápsulas; seus efeitos costumam levar de duas a quatro semanas de uso contínuo para se manifestar plenamente. Pode causar dor de cabeça, tontura ou desconforto digestivo em algumas pessoas, e não deve ser combinada com álcool ou outros medicamentos sedativos. Grávidas, lactantes e crianças devem evitar seu uso.

Passiflora (Passiflora incarnata)

A passiflora, ou flor do maracujá, é uma planta trepadeira nativa das Américas, valorizada há séculos por suas propriedades calmantes. Além do fruto do maracujá, a espécie Passiflora incarnata era usada por povos nativos americanos para apoio em ansiedade, insônia e dores leves.

Assim como a valeriana, os efeitos calmantes da passiflora são associados à modulação do sistema GABAérgico no cérebro. A planta é rica em flavonoides, como a crisina, estudada por afinidade com receptores de GABA. Também contém alcaloides harmânicos em concentrações baixas, sem os efeitos psicoativos associados a outras plantas que contêm essas substâncias em maior quantidade.

O uso tradicional mais conhecido da passiflora é como apoio ao alívio da ansiedade e do nervosismo leve, incluindo sintomas físicos como tensão muscular. Seu efeito calmante suave também é tradicionalmente associado ao apoio em quadros leves de insônia relacionados à agitação mental. A passiflora é estudada por possível papel de apoio em sintomas leves da menopausa, como irritabilidade; para hipertensão diagnosticada, o acompanhamento médico contínuo é indispensável, e a planta não deve substituir esse tratamento. A forma mais comum de uso é o chá das folhas e flores secas, disponível também em extratos, tinturas e cápsulas. É geralmente bem tolerada, mas pode causar sonolência, tontura ou confusão em algumas pessoas, e não deve ser combinada com outros sedativos ou álcool. Grávidas e lactantes devem evitar seu uso.

Babosa (Aloe vera)

Aloe vera - Babosa

A babosa, ou Aloe vera, é uma planta suculenta com histórico de uso medicinal de mais de 6.000 anos, conhecida no Egito Antigo como planta da imortalidade. Originária da Península Arábica, adaptou-se a climas quentes e secos em todo o mundo e é hoje um dos ingredientes mais populares da indústria cosmética.

As folhas carnudas da babosa contêm dois produtos distintos: o gel, substância transparente rica em polissacarídeos como a acemanana, vitaminas, minerais, enzimas e aminoácidos, e o látex, líquido amargo rico em antraquinonas como a aloína, com efeito laxante potente. São produtos com usos e riscos diferentes, e não devem ser confundidos.

O uso mais bem documentado da babosa é tópico. O gel de Aloe vera tem uso tradicional para conforto e hidratação em queimaduras leves, incluindo solares, formando uma camada protetora sobre a pele; também é tradicionalmente usado em cortes leves, feridas superficiais, picadas de inseto e acne. Psoríase diagnosticada exige acompanhamento dermatológico, e a babosa não substitui esse tratamento. Estudos preliminares associam compostos da planta a possível efeito imunomodulador e anti-inflamatório; achados de laboratório sobre atividade contra células cancerosas ou vírus são preliminares e não confirmam benefício em humanos, não substituindo diagnóstico e tratamento médico dessas condições. O uso interno é mais controverso: o suco feito apenas do gel, sem o látex, é tradicionalmente associado a apoio à digestão e à constipação leve, mas o consumo do látex ou de produtos que o contenham deve ser evitado, pois seu efeito laxante drástico pode causar cólicas, diarreia e desequilíbrio eletrolítico. A Anvisa proíbe no Brasil a venda de sucos de babosa para consumo interno, e o uso tópico segue sendo a forma mais segura e recomendada. Pessoas com alergia a plantas da família do alho e da cebola podem ter sensibilidade à babosa.

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Como Preparar Chá de Plantas Medicinais por Infusão

A infusão é o método indicado para folhas, flores e frutos moles, como camomila, hortelã-pimenta, alecrim e passiflora. Para partes mais duras, como raízes de gengibre e valeriana, o método mais indicado é a decocção, que envolve ferver a planta junto com a água.

  1. Aqueça a água até quase ferver, por volta de 90°C, sem deixar ferver completamente.
  2. Coloque de 1 a 2 colheres de chá da erva seca, ou o equivalente fresco, em uma xícara ou infusor.
  3. Despeje a água quente sobre a erva, cubra a xícara e deixe em infusão por 5 a 10 minutos.
  4. Coe o chá e sirva em seguida; adoce a gosto, de preferência com mel ou adoçante natural.

Perguntas Frequentes sobre Plantas Medicinais

Plantas Medicinais Substituem os Remédios Convencionais?

Não. A maioria das plantas medicinais tem uso tradicional ou complementar, e condições diagnosticadas ou mais sérias exigem avaliação e tratamento médico específico. O papel das plantas costuma ser de apoio, nunca de substituição.

Posso Usar Plantas Medicinais Junto com Meus Medicamentos?

Com cautela. Muitas plantas medicinais podem interagir com medicamentos, potencializando ou reduzindo seus efeitos: o guaco e o gengibre, por exemplo, podem aumentar o risco de sangramento em quem toma anticoagulantes, e a valeriana e a passiflora podem intensificar o efeito de sedativos. Consulte um médico ou farmacêutico antes de combinar qualquer planta medicinal com medicamentos de uso contínuo.

Qual É a Diferença Entre Chá e Infusão?

São métodos diferentes de preparo. A infusão consiste em despejar água quente, não fervente, sobre folhas, flores ou frutos moles, como camomila e hortelã, e abafar por alguns minutos. Para partes mais duras, como raízes de gengibre e valeriana, o método indicado é a decocção, que envolve ferver a planta junto com a água por alguns minutos.

Plantas Medicinais São Seguras para Crianças e Grávidas?

Não necessariamente. Vários fitoterápicos são contraindicados para esses grupos: a espinheira-santa pode ter efeito abortivo e reduzir a produção de leite, o guaco e o boldo são desaconselhados na gravidez e na amamentação, e a hortelã-pimenta não deve ser usada em bebês. Grávidas, lactantes e pais de crianças pequenas devem sempre buscar orientação médica antes de usar qualquer planta medicinal.

Como Devo Armazenar as Ervas Secas?

Em potes de vidro escuro ou latas bem fechadas, protegidas da luz, que pode degradar seus compostos ativos. O local ideal é fresco, seco e arejado, longe do calor do fogão e da umidade da pia. Evite potes de plástico, que vedam pior e permitem troca de aromas. Bem armazenadas, as ervas secas mantêm a potência por até um ano.

É Melhor Usar a Planta Fresca ou Seca?

Depende da planta e do objetivo. Plantas frescas têm aroma mais intenso e maior teor de água, o que pode diluir levemente alguns compostos; plantas secas têm compostos mais concentrados e costumam ser mais práticas para chás. Se a secagem for feita corretamente, a perda de propriedades é mínima, e o mais importante é a qualidade e a procedência da erva.

Onde Posso Comprar Plantas Medicinais de Qualidade?

Em lojas de produtos naturais, farmácias de manipulação ou com produtores de confiança. Verifique se a embalagem traz o nome científico da planta, a data de validade e o lote, e desconfie de produtos vendidos a granel sem identificação e sem condições adequadas de higiene.

O SUS Oferece Tratamento com Plantas Medicinais?

Sim. O Sistema Único de Saúde mantém a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares, que inclui a fitoterapia, com acesso a fitoterápicos como o xarope de guaco, além de incentivar hortos medicinais e o programa Farmácias Vivas em unidades de saúde. Consulte a unidade mais próxima para saber quais opções estão disponíveis.

Aloe Vera Trata Câncer ou Vírus?

Não. Há estudos preliminares de laboratório associando compostos da babosa a atividade sobre células cancerosas ou vírus, mas isso não confirma benefício em humanos nem substitui o diagnóstico e o tratamento médico dessas condições.

Cultivar Plantas Medicinais em Casa É Difícil?

Não, na maioria dos casos. Ervas como hortelã, alecrim e babosa se adaptam bem a vasos e pedem cuidados básicos, como rega regular e boa exposição ao sol. Ter uma pequena horta de plantas medicinais em casa é uma forma prática de sempre ter uma erva fresca à mão, além de ser, por si, uma atividade relaxante.

Referências

10 Referências Citadas

Baseado em 10 Referências Citadas (10 Complementares).

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