O carvalho-branco (Quercus alba) é uma árvore de grande porte nativa da América do Norte, cuja casca rica em taninos sustenta um dos usos adstringentes mais bem documentados da fitoterapia tradicional. É usado topicamente e por via oral em preparações como chás e compressas, mas o uso interno deve ficar restrito a poucos dias seguidos, dado o alto teor de taninos da casca.
Sumário do Artigo
- O Que É o Carvalho-Branco
- Nomes Populares e Sinônimos Botânicos
- Partes Usadas e Composição Química
- Usos Tradicionais e Etnobotânicos
- Propriedades Estudadas do Carvalho-Branco
- O Que Dizem as Monografias Oficiais
- Uso Tópico para Pele, Feridas e Vasos
- Como Preparar o Chá de Carvalho-Branco
- Sinergia com Outras Plantas
- Outros Usos: Homeopatia e Uso Veterinário
- Contraindicações e Efeitos Colaterais
- Curiosidades sobre o Carvalho-Branco
- Perguntas Frequentes sobre o Carvalho-Branco
O Que É o Carvalho-Branco

Pertencente à família Fagaceae, o carvalho-branco (Quercus alba) é uma espécie proeminente e de longa vida, nativa do leste e do centro da América do Norte. Segundo o levantamento silvicultural do Serviço Florestal dos Estados Unidos, a árvore costuma alcançar de 24 a 30 metros, com exemplares registrados a 46 metros e 600 anos de idade. Aliás, o nome popular “carvalho” também é usado para espécies aparentadas (carvalho-comum, carvalho-vermelho, carvalho-preto), com composição e uso semelhantes na fitoterapia.
A madeira do carvalho-branco é naturalmente resistente à água graças a tilos que fecham a estrutura celular, o que a tornou historicamente valiosa para construção naval, tanoaria (barris de vinho e uísque) e mobiliário. A espécie é também a árvore oficial de Connecticut, Illinois e Maryland, nos Estados Unidos.
Nomes Populares e Sinônimos Botânicos
Em português, a espécie é conhecida por diferentes nomes populares:
- Carvalho-americano
- Carvalho-branco
- Carvalho-de-folha-fendida
- Carvalho-do-quebec
Em outros idiomas, os nomes mais usados são:
- Alemão: Weißeiche
- Espanhol: roble blanco, encina blanca
- Francês: chêne blanc, chêne blanc d’Amérique
- Inglês: white oak, American oak, eastern white oak, northern white oak, stave oak, ridge white oak, forked-leaf white oak
- Italiano: quercia bianca
Os sinônimos botânicos aceitos para Quercus alba L. incluem:
- Quercus alba f. alba
- Quercus alba f. latiloba (Sarg.) E.J.Palmer & Steyerm.
- Quercus alba L. var. subcaerulea A.L. Pickens & M.C. Pickens
- Quercus alba var. heterophylla Ettingsh. & Krasan
Partes Usadas e Composição Química

A casca interna do tronco e dos ramos jovens é a parte mais utilizada em preparações medicinais, especialmente chás e infusões. As bolotas (frutos) também podem ser usadas para fins alimentares, depois de processadas para remover o amargor, embora não sejam a parte empregada na fitoterapia.
A casca é rica em taninos (incluindo ácido gálico), compostos que se ligam a proteínas dos tecidos, formando uma camada protetora que dificulta a invasão bacteriana e reduz a permeabilidade capilar; esse mecanismo explica boa parte dos usos tradicionais da planta. Outros fitoquímicos presentes incluem:
- Ácidos fenólicos, que contribuem para a atividade antioxidante da planta
- Quercetina, um flavonoide com atividade antioxidante
- Quercitrina, um glicosídeo flavonoide com atividade antioxidante
- Taninos (condensados e hidrolisáveis), os compostos mais abundantes e responsáveis pela ação adstringente
O teor de taninos define a qualidade da casca como droga vegetal: o relatório de avaliação da Agência Europeia de Medicamentos registra de 12% a 16% na casca rasurada das espécies europeias de carvalho. Não existe monografia oficial dedicada ao Quercus alba, mas o perfil de compostos é próximo o bastante para que a documentação europeia sirva de referência. No cerne do carvalho-branco, um estudo publicado na revista Phytochemistry isolou elagitaninos C-glicosídicos como a vescalagina e a castalagina.
A ligação dos taninos às proteínas é o mesmo princípio que sustenta o curtimento do couro, uso industrial da casca conhecido na Europa desde a Idade Média. Esses polifenóis também atuam como quelantes de metais, o que responde pela queda na absorção de ferro.
Usos Tradicionais e Etnobotânicos
Historicamente, o carvalho-branco foi amplamente utilizado por diferentes culturas. Povos nativos americanos e colonos europeus empregavam a casca de forma tradicional para diarreia, inflamações e como adstringente. A madeira, resistente à água e à deterioração, também era usada na construção naval, na tanoaria e na fabricação de móveis, enquanto as bolotas, menos amargas que as de outras espécies de carvalho, serviam de alimento para animais silvestres e, depois de processadas, também eram consumidas por povos indígenas.
Na Europa, o registro escrito começa nos textos de Dioscórides. A casca consta das farmacopeias tcheca e polonesa desde 1947, e a Comissão E alemã publicou sua monografia em 1990.
Propriedades Estudadas do Carvalho-Branco

O efeito adstringente dos taninos sustenta o uso tradicional em diarreia, hemorroidas, varizes e prolapsos leves, tanto por via oral quanto tópica (banho de assento, compressas). Gargarejos com o chá são usados tradicionalmente para dor de garganta, amigdalite e faringite. Uma revisão sobre o gênero Quercus, de 2020, registra que a casca do Quercus alba foi tradicionalmente empregada como adstringente, venotônico e hemostático. Na fitoterapia tradicional, a casca do carvalho-branco também é associada às seguintes propriedades:
- Adstringente: é a propriedade mais bem documentada da planta, tradicionalmente usada para contrair tecidos e reduzir secreções em casos de diarreia e pequenos sangramentos
- Anti-inflamatório: é tradicionalmente associado ao alívio de desconfortos inflamatórios leves da pele e das mucosas
- Antidiarreico: é um dos usos tradicionais mais bem estabelecidos da planta, pela ação adstringente sobre a mucosa intestinal
- Antisséptico: é tradicionalmente usado sobre pele e mucosas pela ação de limpeza atribuída aos taninos
- Expectorante: é tradicionalmente usado como auxiliar em quadros respiratórios com excesso de muco
Em laboratório, extratos de casca mostraram atividade contra Staphylococcus aureus e Escherichia coli. São achados in vitro, que não permitem concluir que a planta trate infecções em seres humanos.
O Que Dizem as Monografias Oficiais
A casca de carvalho tem status regulatório definido na Europa. A monografia comunitária da Agência Europeia de Medicamentos, de 2010, reconhece três indicações, todas classificadas como uso tradicional, apoiadas no histórico de emprego e não em ensaios clínicos:
- Alívio sintomático da coceira e do ardor associados a hemorroidas, depois que um médico tiver descartado condições graves
- Tratamento sintomático da diarreia leve
- Tratamento sintomático de inflamação leve da mucosa oral ou da pele
A mesma monografia fixa quantidades e prazos. Para uso oral, 3 gramas da casca rasurada em 250 ml de água, três vezes ao dia, por no máximo 3 dias. Para bochechos e gargarejos, decocção a 20 gramas por litro, sem engolir. Para banhos, 5 gramas por litro, por no máximo uma semana. A Comissão E alemã usa as mesmas concentrações e admite uso externo por até 2 a 3 semanas.
Também importa o que a agência não diz: não há estudos clínicos controlados com casca de carvalho em seres humanos, nem estudos de toxicidade crônica e reprodutiva, e por isso o uso é classificado como tradicional.
Uso Tópico para Pele, Feridas e Vasos
Compressas do chá são usadas tradicionalmente em cortes, queimaduras leves e dermatites, pela ação adstringente e levemente antisséptica dos taninos sobre a pele. Também é usado topicamente para apoiar a tonicidade de vasos capilares fragilizados em quadros de varizes leves. Banhos de assento com a decocção morna são um uso tradicional associado ao alívio do desconforto de hemorroidas leves.
Há limites claros: como aditivo de banho, a casca é formalmente contraindicada em feridas abertas, em lesões extensas de pele e mucosa e em infecção de pele ou mucosa. Na boca, o uso em estomatite e faringite é autorizado por no máximo uma semana; se o sintoma persistir, ou se houver febre, procure um dentista ou médico.
Como Preparar o Chá de Carvalho-Branco
A forma tradicional mais concentrada, usada tanto para consumo interno quanto para uso tópico, é a decocção da casca:
- Ferva duas colheres de sopa de casca seca em 500 ml de água por 15 minutos.
- Desligue o fogo e deixe abafado por mais 10 a 15 minutos.
- Coe antes de beber ou de usar em compressas e banhos de assento.
A recomendação tradicional é de no máximo três xícaras ao dia por via oral. Para uma infusão mais leve, indicada sobretudo para desconfortos digestivos, use de 1 a 2 colheres de chá de casca seca e triturada para 250 ml de água fervente, em infusão de 10 a 15 minutos antes de coar. Para uso externo em compressas e banhos de assento, a decocção pode ser preparada de forma mais concentrada, com 20 a 30 gramas de casca para 1 litro de água, fervidos por 15 a 20 minutos. Tinturas da casca também existem comercialmente, mas devem ser usadas apenas conforme orientação de um profissional de saúde, pela maior concentração de taninos.
Prepare o chá em recipientes de vidro ou aço inoxidável, evitando recipientes de ferro: os taninos reagem com o metal e alteram a cor e o sabor da preparação.
Sinergia com Outras Plantas
Na fitoterapia tradicional, o carvalho-branco costuma ser combinado com outras plantas para reforçar efeitos específicos. Para desconfortos digestivos, é combinado com camomila (Matricaria chamomilla) ou folhas de goiabeira (Psidium guajava), somando o efeito calmante ao adstringente. Para apoiar quadros inflamatórios leves, a combinação com calêndula (Calendula officinalis) ou mil-folhas (Achillea millefolium) também é tradicionalmente usada.
O levantamento europeu de produtos registrados confirma parte dessas associações: nas fórmulas comerciais, as parceiras mais frequentes são alcaçuz (Glycyrrhiza glabra), altéia (Althaea officinalis), hortelã-pimenta (Mentha piperita) e sálvia (Salvia officinalis).
Outros Usos: Homeopatia e Uso Veterinário
Em homeopatia, é mais comum o uso do Quercus robur (carvalho-europeu), espécie relacionada, preparado a partir da tintura da casca e das bolotas; praticantes dessa abordagem o indicam tradicionalmente para quadros como alcoolismo crônico, congestão esplênica e vertigens, indicações que não têm respaldo científico comprovado.
Na medicina veterinária, a casca é usada tradicionalmente como adstringente para diarreias em gado e cavalos, e um parecer do comitê veterinário da agência europeia, de 1997, registra o pó da casca como recurso de profilaxia de diarreia em bovinos, suínos, ovinos e aves. Folhas jovens e bolotas verdes, porém, causam intoxicação aguda em ruminantes, com lesão renal e hepática.
Contraindicações e Efeitos Colaterais
Fontes tradicionais divergem quanto ao limite seguro de duração do uso interno: as monografias oficiais europeias fixam o teto em 3 dias seguidos para a diarreia leve e em uma semana para os usos tópicos e na mucosa oral, enquanto algumas fontes de fitoterapia toleram até cerca de um mês. Para manter a margem mais cautelosa, não use o chá internamente por mais de alguns dias sem orientação de um profissional de saúde, e nunca por mais de algumas semanas seguidas. O uso tópico em pele saudável, por sua vez, não deve ultrapassar 2 a 3 semanas seguidas.
Outras contraindicações e cuidados importantes:
- Condições de pele: não use banhos ou compressas em eczema, feridas abertas, grandes áreas de pele danificada ou pele e mucosa infeccionadas
- Crianças e adolescentes: o uso em menores de 18 anos não é recomendado por falta de dados de segurança adequados
- Doenças cardíacas: pessoas com insuficiência cardíaca devem evitar banhos quentes com a decocção
- Febre ou infecção: não use banhos de carvalho-branco nesses quadros
- Gravidez e amamentação: a segurança não foi estabelecida e o uso não é recomendado nesse período
- Hipertensão arterial: pessoas com pressão alta devem evitar banhos quentes preparados com a casca
- Interação com medicamentos: os taninos podem retardar a absorção de medicamentos tomados ao mesmo tempo, por isso o chá deve ser tomado pelo menos uma hora antes ou depois de qualquer outro medicamento
- Problemas renais e hepáticos: há preocupação de que o uso possa agravar essas condições; evite
- Uso prolongado: reduz a absorção de ferro e de outros minerais, por isso evite tomar o chá junto de refeições ricas em ferro ou de suplementos minerais; o excesso também pode causar constipação
Efeitos colaterais possíveis incluem alergia ao pólen do carvalho-branco em pessoas sensíveis e irritação gastrointestinal leve em doses elevadas. Se houver sangue nas fezes, interrompa o uso e procure atendimento médico.
Curiosidades sobre o Carvalho-Branco
- Alimento para a vida selvagem: mais de 180 espécies de aves e mamíferos, entre elas cervos, esquilos, gaios, patos e perus, se alimentam de bolotas de carvalho
- Genoma sequenciado: em 2025, a revista New Phytologist publicou o genoma de referência do Quercus alba, com cerca de 793 milhões de pares de bases em 12 cromossomos
- Longevidade notável: há registro documentado de exemplares com 600 anos de idade
- Madeira de barril preciosa: o carvalho-branco é a principal espécie usada na tanoaria para envelhecer destilados
- Uso em artes marciais: no Japão, a madeira densa do carvalho-branco é valorizada na fabricação de armas como bokken e jo, por sua resistência e baixa propensão a estilhaçar
Perguntas Frequentes sobre o Carvalho-Branco
Posso Tomar Chá de Carvalho-Branco Todos os Dias?
O uso interno prolongado não é recomendado. As monografias oficiais europeias limitam o uso oral para diarreia leve a três dias seguidos; se os sintomas persistirem, procure um profissional de saúde em vez de continuar o chá.
O Chá de Carvalho-Branco Serve para Diarreia?
Sim, é um dos usos tradicionais mais bem estabelecidos da planta, pela ação adstringente dos taninos sobre a mucosa intestinal. O reconhecimento oficial na Europa é de tratamento sintomático da diarreia leve.
O Chá de Carvalho-Branco É Seguro para Todas as Pessoas?
Não. Ele tem contraindicações importantes e não é recomendado para gestantes ou lactantes, menores de 18 anos, pessoas com doenças cardíacas, hipertensão, problemas renais ou hepáticos, e para quem tem certas condições de pele. Consulte um profissional de saúde antes de usar.
O Carvalho-Branco Interfere em Medicamentos?
Pode interferir: os taninos retardam a absorção de medicamentos ingeridos ao mesmo tempo, por isso a orientação oficial é tomar o chá pelo menos uma hora antes ou depois de qualquer outro medicamento. Avise seu médico se usar medicação contínua.
Por Que Não Devo Preparar o Chá em Panela de Ferro?
Os taninos da casca reagem com o ferro, alterando a cor e o sabor da preparação; prefira recipientes de vidro ou aço inoxidável.
O Chá de Carvalho-Branco Interfere na Absorção de Ferro?
Sim, os taninos podem reduzir a absorção de ferro da dieta; evite consumir o chá junto de refeições ricas em ferro ou suplementos minerais.
Posso Usar Compressas de Carvalho-Branco na Pele?
Sim, esse é um uso tópico tradicional bem estabelecido para feridas leves, queimaduras leves e varizes, mas deve ser evitado em eczema, feridas abertas, pele danificada ou infeccionada, febre e infecção.
Grávidas Podem Tomar Chá de Carvalho-Branco?
Não há informação suficiente sobre a segurança do uso na gravidez e na amamentação, por isso recomenda-se evitar e consultar um médico antes de qualquer uso.
Qual a Diferença entre os Tipos de Carvalho Usados na Fitoterapia?
Carvalho-branco, carvalho-comum, carvalho-vermelho e carvalho-preto têm perfil de taninos semelhante e são usados de forma intercambiável na fitoterapia tradicional. As monografias oficiais europeias, porém, foram escritas para as espécies europeias, e não para o Quercus alba.
O Chá de Carvalho-Branco Serve para Dor de Garganta?
Sim, o gargarejo com o chá é um uso tradicional bem estabelecido para dor de garganta, amigdalite e faringite, com prazo recomendado de no máximo uma semana.
Existem Efeitos Colaterais no Uso do Carvalho-Branco?
Sim. Os mais comuns são alergia ao pólen em pessoas sensíveis e irritação gastrointestinal leve em doses elevadas; o uso inadequado ou prolongado também pode ser prejudicial, principalmente sobre pele danificada.
Referências
Ver Todas as 11 Referências Citadas
Estudos Científicos Peer-Reviewed (4)
- DOI1994 Hengst GE, Dawson JO. Bark properties and fire resistance of selected tree species from the central hardwood region of North America. Canadian Journal of Forest Research, 1994;24(4):688-696. DOI: 10.1139/x94-092.
- DOI2025 Larson DA, Staton ME, Kapoor B, et al. A haplotype-resolved reference genome of Quercus alba sheds light on the evolutionary history of oaks. New Phytologist, 2025;246(1):331-348. PMID 39931867. DOI: 10.1111/nph.20463.
- PMC2020 Taib M, Rezzak Y, Bouyazza L, Lyoussi B. Medicinal Uses, Phytochemistry, and Pharmacological Activities of Quercus Species. Evidence-Based Complementary and Alternative Medicine, 2020;2020:1920683. PMID 32802116. Disponível em PMC.
- DOI1999 Zhentian L, Jervis J, Helm RF. C-Glycosidic ellagitannins from white oak heartwood and callus tissues. Phytochemistry, 1999;51(6):751-756. DOI: 10.1016/S0031-9422(99)00075-8.
Fontes Institucionais (2)
- GOV Rogers R. Quercus alba L. White Oak. In: Silvics of North America, v. 2: Hardwoods. USDA Forest Service, Agriculture Handbook 654.
- GOV USDA Plants Database. Quercus alba L. Synonyms.
Leituras Complementares (5)
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- 2009 European Medicines Agency (HMPC). Community herbal monograph on Quercus robur L., Quercus petraea (Matt.) Liebl., Quercus pubescens Willd., cortex. EMA/HMPC/3203/2009, 25 nov. 2010.
- Missouri Botanical Garden. Quercus alba (White Oak), Plant Finder.
- WebMD. White Oak: Overview, Uses, Side Effects, Precautions, Interactions, Dosing and Reviews.
- Wikipédia. Quercus alba.






