Cordia dichotoma G.Forst., mais conhecida na literatura científica em língua portuguesa pelo nome de lasora, é uma árvore decídua de pequeno a médio porte, pertencente à família Boraginaceae, com raízes fincadas nas regiões tropicais e subtropicais do continente asiático. Também chamada de cereja-indiana, fruto-de-entrudo ou pitomba, a planta ocupa um lugar de destaque na medicina ayurvédica há séculos e é valorizada tanto por seus frutos comestíveis quanto por suas múltiplas aplicações terapêuticas, adaptando-se bem a ecossistemas que vão de florestas secas a úmidas. Historicamente, praticamente todas as suas partes, da casca aos frutos, têm sido empregadas em práticas curativas, com destaque para o cuidado do trato respiratório, de inflamações e de distúrbios digestivos.
O interesse científico pela lasora tem crescido consideravelmente nas últimas décadas, à medida que a pesquisa farmacológica moderna passa a validar os usos consagrados pela tradição ayurvédica. Os compostos bioativos da planta, entre eles flavonoides, taninos, saponinas, alcaloides, glicosídeos e mucilagem, demonstraram atividades anti-inflamatória, analgésica, antimicrobiana e antioxidante em estudos experimentais, além de um potencial antidiabético ainda em fase preliminar de investigação. Esta convergência entre o saber tradicional e a ciência contemporânea posiciona a Cordia dichotoma como um objeto de estudo relevante no campo da fitoterapia.
Sumário do Artigo
- Nomes Populares e Internacionais da Lasora
- Sinônimos Botânicos da Lasora
- Partes Usadas para Chás e Preparações
- Usos Etnobotânicos e Tradicionais
- Propriedades Medicinais da Lasora
- Perfil Fitoquímico da Lasora
- Formas de Preparo
- Sinergia com Outras Plantas
- Aplicações Específicas Segundo o Objetivo
- Terapias Associadas
- Segurança, Contraindicações e Efeitos Colaterais
- Curiosidades e Fatos Históricos sobre a Lasora
- Perguntas Frequentes sobre a Lasora
Nomes Populares e Internacionais da Lasora
A lasora é conhecida por uma multiplicidade de nomes populares que refletem a sua ampla distribuição geográfica. Na Índia, os nomes mais comuns são Lasura, Gunda e Bhokar. Em português, “lasora” e “cereja-indiana” são as designações mais utilizadas em publicações científicas, enquanto no Brasil a espécie também é conhecida popularmente como fruto-de-entrudo e pitomba. Do ponto de vista botânico, o nome científico correto e universalmente aceito é Cordia dichotoma G.Forst.
Vale destacar que a lasora não deve ser confundida com plantas do gênero Clusia, que em algumas regiões recebem apelidos populares parecidos: trata-se de um gênero botânico distinto, da família Clusiaceae, sem parentesco com a Boraginaceae e com propriedades terapêuticas completamente diferentes. A identificação botânica correta, feita por um especialista ou com base em fontes confiáveis, é essencial para um uso seguro.
Internacionalmente, a planta recebe ainda denominações distintas conforme o idioma:
- Alemão: Indische Kirsche.
- Espanhol: Cereza pegajosa, Manjack fragante.
- Francês: Cerise collante, Manjack odorant.
- Inglês: Clammy Cherry, Fragrant Manjack, Indian Cherry.
- Italiano: Ciliegia appiccicosa, Manjack profumato.
Sinônimos Botânicos da Lasora
A família Boraginaceae, à qual a lasora pertence, inclui outras plantas conhecidas como o confrei (Symphytum officinale) e a borragem (Borago officinalis). Nomes como Cordia myxa e Cordia obliqua são por vezes citados em literaturas mais antigas como sinônimos da lasora, mas estudos taxonômicos recentes os diferenciam como espécies distintas, ainda que relacionadas. Levantamentos taxonômicos reconhecem a seguinte lista de sinônimos botânicos para a espécie:
- Cordia brownii A.DC.
- Cordia griffithii C.B.Clarke
- Cordia indica Lam.
- Cordia latifolia Roxb.
- Cordia loureiroi Roem. & Schult.
- Cordia lowriana Brandis
- Cordia obliqua Willd.
- Cordia obliqua var. wallichii (G.Don) C.B.Clarke
- Cordia premnifolia Ridl.
- Cordia suaveolens Blume
- Cordia tomentosa Wall. (nome ilegítimo)
- Cordia tremula Griseb.
- Cordia wallichii G.Don
- Gerascanthus dichotomus (G.Forst.) Borhidi
- Gerascanthus griffithii (C.B.Clarke) Borhidi (nome inválido)
- Gerascanthus suaveolens (Blume) Borhidi (nome inválido)
- Varronia sinensis Lour.
Partes Usadas para Chás e Preparações
As partes da lasora mais utilizadas para fins medicinais são a casca do caule, as folhas e os frutos. Os frutos são drupas globosas de coloração amarelada na maturação, tornando-se pegajosas e translúcidas, com uma polpa gelatinosa e adocicada que envolve uma única semente. As folhas são ovais, dispostas de forma alternada nos galhos, com textura ligeiramente áspera ao toque. Cada parte da planta possui composição química específica e distinta, o que explica a diversidade de usos tradicionais atribuídos à espécie.
- Casca do caule
- Folhas
- Frutos
Usos Etnobotânicos e Tradicionais
A lasora possui uma rica história de uso etnobotânico, sendo empregada em diversas culturas asiáticas para fins medicinais, alimentares e práticos. Na medicina ayurvédica, a planta é classicamente utilizada como expectorante e demulcente: o xarope preparado com os frutos pegajosos é um remédio tradicional para aliviar a tosse, a bronquite e os sintomas da asma. A decocção da casca é frequentemente empregada para febres de diversas origens, enquanto as folhas são aplicadas topicamente, em forma de cataplasmas, para auxiliar no cuidado de úlceras, feridas e erupções cutâneas. Na medicina popular, a planta também é conhecida por suas aplicações no alívio de distúrbios digestivos, como dispepsia e diarreia.
Além do uso medicinal, a lasora possui aplicações práticas relevantes para as comunidades locais: os frutos são utilizados na culinária para preparar picles, conservas e sobremesas, e a polpa atua como um laxante suave; a madeira resistente da árvore é empregada na fabricação de ferramentas agrícolas e artesanato; e as folhas servem como forragem para o gado em muitas regiões rurais. Os frutos, embora comestíveis, também foram historicamente usados para atordoar peixes, o que demonstra a presença de compostos bioativos com atividade biológica relevante mesmo em concentrações mais baixas.
Propriedades Medicinais da Lasora
De forma resumida, as principais propriedades atribuídas à lasora incluem:
- Adstringente (ajuda a contrair tecidos e reduzir secreções)
- Analgésica (auxilia no alívio da dor)
- Anti-inflamatória (ajuda a reduzir inflamações no corpo)
- Antibacteriana (auxilia contra o crescimento de bactérias)
- Antidiabética (auxilia no controle dos níveis de glicose, segundo estudos preliminares)
- Antioxidante (protege as células contra danos de radicais livres)
- Antipirética (ajuda a reduzir a febre)
- Digestiva (auxilia na digestão e alivia a dispepsia)
- Expectorante (ajuda a eliminar secreções das vias respiratórias)
- Laxativa (promove a evacuação intestinal)
A atividade anti-inflamatória e analgésica está entre as mais estudadas: extratos de diferentes partes da planta demonstraram, em modelos experimentais, a capacidade de reduzir marcadores de inflamação e inibir a produção de prostaglandinas e outros mediadores associados à dor, o que ajuda a explicar o uso tradicional da lasora para dores articulares e inflamações. A planta também exibe atividade antimicrobiana e antifúngica relevante: extratos das folhas e, principalmente, da casca demonstraram capacidade de inibir o crescimento de diversas espécies de bactérias e fungos, o que sustenta o uso tradicional da lasora em infecções cutâneas, feridas e úlceras.
Perfil Fitoquímico da Lasora
O perfil fitoquímico da lasora é complexo e explica boa parte de suas propriedades medicinais. Alcaloides, flavonoides, saponinas, taninos e glicosídeos são encontrados em abundância nas suas diferentes partes, atuando de forma isolada ou sinérgica. Os flavonoides, como a quercetina, o kaempferol e a rutina, se destacam por suas propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias. Os taninos, concentrados principalmente na casca, conferem à lasora a sua propriedade adstringente, útil no manejo da diarreia. Já a mucilagem, substância gelatinosa abundante nos frutos, confere efeito demulcente, suavizando e protegendo as membranas mucosas irritadas, o que a torna especialmente útil para aliviar tosse, dor de garganta e irritação gástrica. Os frutos são também fonte de vitaminas e minerais, ampliando o espectro de compostos bioativos já identificados na espécie.
Formas de Preparo
Decocção
A decocção é indicada para a casca ou as folhas: ferva de 10 a 15 gramas da parte escolhida em 500 ml de água por 10 a 15 minutos, coe e consuma morna. Esta preparação é tradicionalmente usada para auxiliar na digestão e no manejo da diarreia.
Infusão
A infusão, mais suave, é preparada com uma colher de chá de folhas picadas em uma xícara de água quente, em repouso de 5 a 10 minutos antes de coar. É indicada para ajudar a aliviar febres e apoiar a digestão.
Cataplasma
O cataplasma é feito com folhas frescas maceradas, aplicadas topicamente sobre a pele para ajudar a aliviar inflamações e dores localizadas.
Sinergia com Outras Plantas
A combinação da lasora com outras espécies medicinais pode potencializar determinados efeitos terapêuticos, segundo a tradição fitoterápica.
Combinação com Gengibre (Zingiber officinale)
A associação com o gengibre pode potencializar os efeitos digestivos e anti-inflamatórios da lasora, sendo útil para o alívio de desconfortos gastrointestinais e dores, já que o gengibre complementa a ação da planta oferecendo um alívio mais abrangente.
Combinação com Camomila (Matricaria chamomilla)
Para o alívio de febres e um efeito calmante mais pronunciado, a lasora pode ser combinada com a camomila, uma sinergia particularmente benéfica para reduzir o desconforto associado a estados febris e inflamatórios.
Aplicações Específicas Segundo o Objetivo
Bochechos para Inflamações Bucais
Bochechos com a decocção morna das folhas ou da casca ajudam a reduzir inflamações e irritações na boca e na garganta.
Compressas para Dores Articulares
Compressas feitas com folhas maceradas, ou um pano embebido na decocção, podem ser aplicadas sobre articulações doloridas para ajudar a aliviar dor e inchaço.
Infusão para Problemas Digestivos
Consumir a infusão das folhas após as refeições pode auxiliar a digestão e aliviar sintomas de dispepsia.
Lavagens para Feridas Leves
Lavagens com a decocção da casca auxiliam na limpeza e no cuidado de feridas leves e escoriações, graças às propriedades antibacterianas e adstringentes da planta.
Xarope para Tosse
O xarope caseiro, preparado com a decocção da casca e mel, é tradicionalmente usado para aliviar a tosse e as irritações na garganta.
Terapias Associadas
Fitoterapia
A lasora é amplamente utilizada na fitoterapia, que aproveita suas propriedades medicinais para apoiar o manejo de diversas condições de saúde. A fitoterapia moderna vem validando muitos dos usos tradicionais da planta, explorando seus compostos bioativos em estudos experimentais.
Medicina Ayurvédica
Na medicina ayurvédica, a lasora é valorizada por suas qualidades terapêuticas e empregada em formulações voltadas ao equilíbrio dos doshas, especialmente em condições relacionadas ao sistema digestivo e a processos inflamatórios.
Medicina Tradicional Chinesa (MTC)
Embora menos proeminente na MTC do que em outras tradições, a lasora pode ser incorporada em certas formulações, com suas propriedades consideradas dentro dos princípios de harmonização do corpo característicos dessa abordagem.
Segurança, Contraindicações e Efeitos Colaterais
Embora a lasora seja geralmente considerada segura nas doses terapêuticas recomendadas, existem contraindicações importantes a observar. O uso excessivo, principalmente dos frutos, pode causar diarreia, cólicas e desconforto abdominal, já que em doses elevadas o efeito laxativo se torna mais pronunciado. Mulheres grávidas ou em período de amamentação devem evitar o consumo, pois não há estudos suficientes que garantam a segurança para o feto ou o bebê. Pessoas com alergia conhecida a outras plantas da família Boraginaceae, como o confrei ou a borragem, devem ter cautela pelo risco de reatividade cruzada e iniciar o uso com doses baixas, atentando a qualquer sinal de reação incomum.
Devido ao seu potencial hipoglicemiante, a lasora pode interagir com medicamentos antidiabéticos, aumentando o risco de hipoglicemia, além de poder alterar a absorção de outros fármacos administrados de forma concomitante. A planta não substitui o tratamento médico convencional para diabetes ou para qualquer outra condição, devendo ser usada apenas como complemento e sob orientação profissional. O uso prolongado e ininterrupto, sem acompanhamento, também não é recomendado, pois pode sobrecarregar órgãos como o fígado e os rins. É fundamental que qualquer pessoa em uso de medicamentos contínuos consulte um médico ou farmacêutico antes de iniciar o uso da lasora, evitando a automedicação. A espécie também é historicamente associada ao uso para atordoar peixes, o que reforça a importância de respeitar as doses recomendadas para uso medicinal.
Curiosidades e Fatos Históricos sobre a Lasora
- Árvore de Sombra: em muitas culturas asiáticas, a lasora é plantada em jardins e ao longo de estradas por sua copa densa e espalhada, que oferece sombra agradável em climas quentes.
- Frutos Pegajosos Como Cola Natural: a polpa pegajosa dos frutos é usada em algumas regiões como uma espécie de cola natural, característica que também rendeu à planta o nome popular em inglês de Clammy Cherry.
- Planta Multifuncional: a lasora é um exemplo clássico de espécie com múltiplos usos, que vão da medicina tradicional e da alimentação até a produção de madeira e o emprego como árvore ornamental e de sombra.
- Resistência e Longevidade: a espécie é conhecida por sua notável resistência a condições ambientais adversas e por prosperar em solos pobres e em regiões com variações significativas de precipitação.
- Uso Histórico para Atordoar Peixes: em algumas culturas asiáticas, os frutos da lasora foram historicamente usados para atordoar peixes, um indício de que a planta contém compostos bioativos que, em concentrações elevadas, podem ser tóxicos.
- Uso na Culinária Tradicional: além das aplicações medicinais, os frutos maduros são consumidos frescos ou usados em pratos e conservas em diversas partes da Ásia, adicionando um sabor agridoce às preparações.
Perguntas Frequentes sobre a Lasora
A Lasora Realmente Ajuda a Emagrecer?
Não existem evidências científicas diretas e robustas que comprovem essa alegação. A lasora possui um leve efeito laxativo que pode levar a uma pequena perda de peso inicial devido à eliminação de líquidos e resíduos, mas não atua na queima de gordura corporal. O seu uso não deve ser promovido como solução para o emagrecimento, e qualquer abordagem para controlo de peso deve ser orientada por um profissional de saúde.
Quais São os Principais Benefícios da Lasora?
Os benefícios mais estudados da lasora incluem as ações anti-inflamatória, analgésica, antimicrobiana e antioxidante, além do uso tradicional como expectorante para tosse, bronquite e asma. A planta também é usada para apoiar a digestão, aliviar febres e, no caso da casca, auxiliar no manejo da diarreia, enquanto os frutos atuam como um laxante suave. Pesquisas preliminares apontam ainda um potencial antidiabético, embora sem substituir o tratamento médico convencional.
Quais São as Principais Contraindicações para o Uso?
Mulheres grávidas ou a amamentar devem evitar a lasora por precaução. Pessoas com histórico de alergia a outras espécies da família Boraginaceae também devem ter cautela. O consumo excessivo, especialmente dos frutos, pode causar distúrbios gastrointestinais como diarreia e cólicas. A consulta a um profissional de saúde antes de iniciar o uso é sempre a recomendação mais segura, especialmente em caso de condições médicas preexistentes.
É Seguro Usar a Lasora com Medicamentos Farmacêuticos?
A possibilidade de interação com medicamentos é real e deve ser levada a sério. A lasora pode potencializar ou reduzir o efeito de certos fármacos, especialmente antidiabéticos e anticoagulantes. É fundamental informar o médico sobre a intenção de usar a Cordia dichotoma, para que ele possa avaliar os riscos e benefícios no caso específico. A automedicação, especialmente em uso concomitante com outros medicamentos, não é uma prática recomendada.
Qual É a Maneira Mais Eficaz de Consumir a Lasora?
A melhor forma de consumo depende do objetivo. Para condições respiratórias, como tosse e irritação na garganta, o xarope dos frutos ou a infusão das folhas são as formas mais indicadas. No caso de febres, a decocção da casca é a forma mais empregada pelo uso tradicional. Já para problemas de pele, o uso tópico em cataplasmas é o mais adequado. Siga sempre as orientações de um especialista em fitoterapia para obter os melhores resultados com segurança.
Como Preparar Corretamente o Chá de Lasora?
A forma mais tradicional é a decocção: ferva de 10 a 15 gramas da casca ou das folhas em 500 ml de água por 10 a 15 minutos, coe e consuma morna. Para um preparo mais suave, a infusão utiliza uma colher de chá de folhas picadas em uma xícara de água quente, em repouso de 5 a 10 minutos. Respeitar essas quantidades ajuda a evitar o consumo excessivo, que pode causar desconforto gastrointestinal.
Crianças Podem Fazer Uso da Lasora com Segurança?
O uso de qualquer planta medicinal em crianças deve ser feito com muita cautela. As dosagens precisam ser cuidadosamente ajustadas ao peso e à idade da criança, o que só pode ser determinado por um profissional qualificado. A supervisão de um pediatra ou de um fitoterapeuta experiente é indispensável. Nunca administre plantas medicinais a crianças sem a devida orientação profissional, pois o organismo infantil é mais sensível aos efeitos dos compostos bioativos.
Onde É Possível Encontrar a Lasora para Comprar?
A lasora e os seus derivados podem ser encontrados em lojas especializadas em produtos naturais e ervanários, bem como em viveiros de plantas medicinais para cultivo próprio. A compra em lojas online é também uma opção cada vez mais viável. Ao comprar, certifique-se de adquirir de fornecedores confiáveis e de boa reputação, que garantam a qualidade, a procedência e a correta identificação botânica do material, para evitar confusões com outras espécies.
O Uso Contínuo e Prolongado da Lasora Pode Fazer Mal?
O uso prolongado e ininterrupto da lasora não é recomendado sem acompanhamento profissional. Como qualquer substância com atividade biológica, pode a longo prazo sobrecarregar órgãos como o fígado e os rins. É aconselhável fazer pausas periódicas durante o tratamento. Um profissional de saúde qualificado poderá definir o tempo de uso seguro e a necessidade de pausas, de acordo com a condição específica de cada pessoa.
A Lasora Possui Efeito Calmante ou Serve para a Ansiedade?
Até ao momento, não há estudos científicos que comprovem a eficácia da lasora para o tratamento da ansiedade ou que indiquem um efeito calmante significativo. As suas propriedades medicinais, conforme a ciência atual, estão focadas nas ações anti-inflamatória, analgésica, expectorante e antidiabética. Para a ansiedade, plantas como a passiflora, a melissa e a valeriana possuem um corpo de evidências mais sólido e são mais indicadas pelos especialistas.
Referências e Estudos Científicos
Ver Todas as 13 Referências Citadas
Estudos Científicos Peer-Reviewed (7)
- PEER2022 Raghuvanshi, D., Sharma, K., and Verma, R. “Phytochemistry, and Pharmacological Efficacy of Cordia dichotoma G. Forst. (Lashuda): A Therapeutic Medicinal Plant of Himachal Pradesh.” Biomedicine and Pharmacotherapy, 2022. ↗.
- PMC1999 Sharma, P., and Sharma, J. D. “Evaluation of In Vitro Antimicrobial Activity of Cordia dichotoma.” Fitoterapia, 1999. ↗.
- PMC2024 Patil, S. M., and Kadam, V. J. “Cordia dichotoma: A Comprehensive Review of Its Ethnobotany, Phytochemistry, and Pharmacology.” Pharmacognosy Reviews, 2024. ↗.
- PEER2008 Anwar, M., et al. “Ethnopharmacological Studies on Cordia dichotoma.” Journal of Ethnopharmacology, 2008. ↗.
- PEER2025 Raina, S., et al. “Functional Evaluation of Cis-Vaccenic Acid in Cordia dichotoma.” Scientific Reports, 2025. ↗.
- PMC2013 de Souza Ferro, J. N., et al. “Leaf Extract from Clusia nemorosa Induces an Antinociceptive Effect.” Journal of Ethnopharmacology, 2013. (Referência sobre Clusia para ilustrar a distinção botânica.) ↗.
- PMC2011 Ganjare, A. B., et al. “Use of Cordia dichotoma Bark in the Treatment of Ulcerative Colitis.” Journal of Ethnopharmacology, 2011. ↗.
Fontes Institucionais (2)
- GOV2013 Jamkhande, P. G., et al. “Plant Profile, Phytochemistry and Pharmacology of Cordia dichotoma (Indian Cherry): A Review.” Asian Pacific Journal of Tropical Biomedicine, 2013. ↗.
- GOV2015 Gupta, R., and Singh, P. “Evaluation of Analgesic, Antipyretic and Anti-Inflammatory Activity of Cordia dichotoma G. Forst. Leaf Extract.” Journal of Ayurveda and Integrative Medicine, 2015. ↗.
Leituras Complementares (4)
- 2011 Singh, S., and Singh, G. “Phytochemical Investigation and Pharmacological Screening of the Fruits of Cordia dichotoma.” International Journal of Pharmaceutical Sciences and Research, 2011. https://www.researchgate.net/publication/287282820.
- 2020 Hussain, N., Kakoti, B. B., and Rudrapal, M. “Anti-Inflammatory and Antioxidant Activities of Cordia dichotoma Forst.” Biomedicine and Pharmacotherapy, 2020. https://www.researchgate.net/publication/348412767.
- 2025 Useful Tropical Plants. “Cordia dichotoma.” Acesso em 11 de outubro de 2025. ↗.
- 2025 The Plant List. “Cordia dichotoma G.Forst.” Acesso em 11 de outubro de 2025. ↗.






